{"id":1825,"date":"2019-06-18T19:39:15","date_gmt":"2019-06-18T22:39:15","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=1825"},"modified":"2019-06-18T19:44:00","modified_gmt":"2019-06-18T22:44:00","slug":"especial-111-anos-da-imigracao-japonesa-na-nossa-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2019\/06\/18\/especial-111-anos-da-imigracao-japonesa-na-nossa-regiao\/","title":{"rendered":"ESPECIAL 111 ANOS DA IMIGRA\u00c7\u00c3O JAPONESA NA NOSSA REGI\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Um povo de tradi\u00e7\u00e3o e cultura milenares. Uma gente que trouxe para o Brasil um modo diferente de pensar, viver e trabalhar.<\/p>\n<p>Em Tabo\u00e3o da Serra, Mituzi Takeuti, foi o maior representante da pol\u00edtica na cidade. Sua hist\u00f3ria pol\u00edtica teve in\u00edcio em Itapecerica da Serra, \u00e9poca em que Tabo\u00e3o era apenas um Distrito itapecericano. Atualmente a col\u00f4nia japonesa \u00e9 representada pelo vereador Ronaldo Onishi, em seu terceiro mandato consecutivo (2009\/2012, 2013\/2016 e 2017\/2020).<\/p>\n<p>No Embu das Artes, o nome que sobressai \u00e9 o de Sadao Nagata, vereador na quinta legislatura 1977\/1982, presidente da C\u00e2mara e vice do prefeito Gerlado Puccini (veja mais sobre ele na p\u00e1g. 7 em Riquezas da gente). Al\u00e9m de Sadao, a col\u00f4nia japonesa contemplou a C\u00e2mara Municipal de Embu das Artes elegendo os seguintes vereadores Mikio Umeda e Hideo Kikuchi entre os anos 1969\/1972 e Morio Nakashima 1977\/1982.<\/p>\n<p>Em Itapecerica da Serra, S\u00e9rgio Doi foi tamb\u00e9m, vereador e presidente da C\u00e2mara de 1983\/1988.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara de S\u00e3o Louren\u00e7o da Serra, a col\u00f4nia japonesa foi representada em tr\u00eas mandatos consecutivos, de 2005\/08 com Kuryo Iha, de 2009\/12 com Washington Dobashi e 2013\/16 com Daniel Fukuda, o vereador eleito com o maior n\u00famero de votos at\u00e9 hoje. J\u00e1 no poder Executivo o empres\u00e1rio Jo\u00e3o Koga, entre 2005\/08, foi vice prefeito de Jos\u00e9 Merli<\/p>\n<p>Em Juquitiba, os vereadores Isotomu Kakuma 1965\/1969, Runoshe Yamanoi 1973\/1977.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o foi s\u00f3 na Pol\u00edtica que a col\u00f4nia japonesa contribui para o desenvolvimento e crescimento regional. No esporte, o Jud\u00f4 \u00e9 refer\u00eancia nacional com Embu Gua\u00e7u e Itapecerica da Serra.<\/p>\n<p>No Cooperativismo, a influ\u00eancia se fez e faz presente em toda a nossa regi\u00e3o. Culturalmente s\u00e3o belas e interessantes as comemora\u00e7\u00f5es dos \u201cUNDO KAI\u201d.<\/p>\n<p>Enfim, o espa\u00e7o deste editorial \u00e9 muito pequeno para falar das grandes contribui\u00e7\u00f5es do povo do sol nascente \u00e1 nossa economia, esporte, cultura e empreendedorismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Col\u00f4nia Japonesa em Tabo\u00e3o da Serra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Dia da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa ou Dia Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa \u00e9 comemorado em 18 de junho. Oficialmente, o Dia Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa foi institu\u00eddo no Brasil atrav\u00e9s da Lei n\u00ba 11.142, de 25 de julho de 2005. A imigra\u00e7\u00e3o japonesa come\u00e7ou no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, como um acordo entre o governo japon\u00eas e o brasileiro, uma vez que o Jap\u00e3o vivia uma s\u00e9rie crise econ\u00f4mica. Por outro lado, o Brasil necessitava de m\u00e3o de obra para a lavoura do caf\u00e9. A col\u00f4nia japonesa do Brasil est\u00e1 dividida em: isseis, nisseis, sanseis e yoseis.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Origem do Dia da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa<\/strong><\/p>\n<p>O Dia da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa \u00e9 comemorada no dia 18 de junho porque foi a data na qual o primeiro navio aportou ao Brasil com imigrantes japoneses, no porto de Santos, em S\u00e3o Paulo, em 1908. O navio Kasato Maru trouxe 165 fam\u00edlias que vieram para trabalhar nos cafezais, outros na explora\u00e7\u00e3o de borracha na Amaz\u00f4nia ou nas planta\u00e7\u00f5es de pimenta no Par\u00e1, que eles pr\u00f3prios trouxeram. A chegada de navios ocorreria de forma irregular por conta das duas guerras mundiais e a \u00faltima embarca\u00e7\u00e3o a trazer imigrantes japoneses, o navio Nippon Maru, aconteceu em 1973, A maior parte dos japoneses eram camponeses pobres, oriundos das prov\u00edncias do Sul e do Norte do Jap\u00e3o e foi no estado de S\u00e3o Paulo que permaneceu a maior parte dos colonos japoneses que vieram para o Brasil. Calcula-se que 2 milh\u00f5es de japoneses e seus descendentes vivam no pa\u00eds e destes 1,3 milh\u00f5es estejam no estado de S\u00e3o Paulo. Assim \u00e9 o estado que mais tem descendentes e com a influ\u00eancia nip\u00f4nica mais acentuada. V\u00e1rios japoneses tamb\u00e9m se estabeleceram em cidades como Atibai, Suzano e Lins; e na capital, o bairro da Liberdade tornou-se o \u201cbairro japon\u00eas\u201d devido a grande concentra\u00e7\u00e3o de moradores dessa nacionalidade. Diferente do que ocorreu com outras comunidades japonesas espalhadas pelo mundo, aqui muitos nip\u00f4nicos casaram-se com os nativos e adotaram a religi\u00e3o local.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Japoneses em Tabo\u00e3o da Serra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos f<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1827 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1-300x207.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1-300x207.jpg 300w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1-768x529.jpg 768w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1-392x272.jpg 392w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1-130x90.jpg 130w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/imigracao-japonesa-bb-1.jpg 945w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>atores mais importantes para a expans\u00e3o do desenvolvimento do Vale do Piraju\u00e7ara, de Embu das Artes, passando por Tabo\u00e3o da Serra, Ferreira, Vila S\u00f4nia, Butant\u00e3 at\u00e9 o desemboque do c\u00f3rrego que deu nome \u00e0 regi\u00e3o, no Rio Pinheiros, foi a Col\u00f4nia\u00a0Japonesa. Os japoneses chegaram ao Brasil a partir de 1908, com o desembarque de 165 fam\u00edlias no Porto de Santos, do navio Kasato Maru. No Vale do Piraju\u00e7ara em Tabo\u00e3o chegaram para cultivar legumes e verduras, ap\u00f3s rejeitarem o trabalho quase escravo nas lavouras de caf\u00e9 do interior paulista, as fam\u00edlias Hosoki, Taizo Kakimura, e alguns jovens solteiros, Kizaemon Takeuti, Kohei Hidaka, Kunishi Yamahata, Naokiti Yamahata, Tokunossuke Kawabata, todos vindos em 1924, um dos n\u00facleos imigrat\u00f3rios mais antigos do Brasil. No ano seguinte (1925) juntaram-se a eles Kiyomasa Okada, Suejiro Takeuti e Kiku Takeuti (esposa de Kizaemon); estes s\u00e3o considerados os pioneiros da imigra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Kizaemon Takeuti, produtor de batatas no atual Jardim Roberto, e um dos \u2018pais\u2019 de batismo do chamado \u201cCintur\u00e3o Verde\u201d de S\u00e3o Paulo, tem o nome imortalizado na principal via p\u00fablica do vale do Piraju\u00e7ara, estrada que ele ajudou a construir com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Mas nos anos 1930 a estrada j\u00e1 teve outro nome: Estrada dos Oliveiras; em 1970 mudou para Estrada do Piraju\u00e7ara, e finalmente, Estrada Kizaemon Takeuti, por for\u00e7a do Decreto n\u00ba 036\/70, do ent\u00e3o prefeito Ary D\u00e1u. Um dos fi lhos mais ilustres de Kizaemon e de Tabo\u00e3o da Serra, foi sem d\u00favida Mituzi Takeuti. Agricultor, Oleiro (produtor de tijolos), e depois, Vereador ainda pelo Munic\u00edpio de Itapecerica da Serra, antes da Emancipa\u00e7\u00e3o de Tabo\u00e3o, Vice-Prefeito de 1969<\/p>\n<p>a 1972. Ele faleceu em 03 de janeiro de 2010, sendo merecedor de muitas homenagens. Nascido em 1927, tinha 82 anos quando nos deixou para entrar para a Hist\u00f3ria de Tabo\u00e3o da Serra. Com a queda da agricultura nos anos 1970 a 1980, as propriedades dos japoneses foram sendo desativadas e vendidas para loteamentos que hoje dominam a paisagem do Vale do Piraju\u00e7ara. Atualmente a comunidade japonesa possu\u00ed como representante na C\u00e2mara Municipal de Tabo\u00e3o da Serra o vereador Ronaldo Onishi, em seu terceiro mandato consecutivo. Esta \u00e9 uma pequena homenagem da Folha do Piraju\u00e7ara aos Imigrantes e descendentes do povo do Sol Nascente que com a for\u00e7a e a dedica\u00e7\u00e3o do seu trabalho, ajudaram, e ajudam, a construir coisas belas. (Tabo\u00e3o Sua Hist\u00f3ria, sua gente, Waldemar Gon\u00e7alves).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mituzi Takeuti<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1829 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mituzi-300x219.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mituzi-300x219.gif 300w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mituzi-768x560.gif 768w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mituzi-1024x747.gif 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u00a0Vereador por tr\u00eas mandatos e vice do Prefeito Ary Da\u00fa de Tabo\u00e3o da Serra, Mituzi Takeuti. Filho mais novo e ilustre do Sr. Kizaemon e Sra. Kiku Takeuti, nasceu no munic\u00edpio de Itapecerica da Serra, no dia 05 de Janeiro de 1927. Foi vereador em Itapecerica antes da emancipa\u00e7\u00e3o de Tabo\u00e3o da Serra, em Fevereiro de 1959.<\/p>\n<p>Foi vereador na 1\u00aa Legislatura da C\u00e2mara de Tabo\u00e3o da Serra entre 1960\/1963, na \u00e9poca o prefeito da cidade era Nichola Vivilechio. Entre 1969 a 1973 exerceu o mandato de vice do prefeito Ary Da\u00fa. Voltou a ser vereador na 4\u00aa Legislatura entre 1972\/1975 na \u00e9poca o prefeito era Osvaldo Ces\u00e1rio de Oliveira. Mituzi foi reeleito para o seu 3\u00ba mandato como vereador atuando na 5\u00aa Legislatura Municipal de 1976\/1981, \u00e9poca em que Armando Andrade era prefeito de Tabo\u00e3o da Serra.<\/p>\n<p>Para o saudoso prefeito de Tabo\u00e3o, Armando Andrade, Takeuti foi uma das figuras mais importantes do munic\u00edpio. \u201cEle foi important\u00edssimo. Ele chegou \u00e0 cidade quando Tabo\u00e3o da Serra ainda era um bairro. No meu tempo ele ajudou a fazer o monumento da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa (na Pra\u00e7a Nicola Vivil\u00e9chio)\u201d, disse Armando Andrade em 03\/01\/2010.<\/p>\n<p>Mituzi foi casado, com J\u00falia Takeuti, com quem teve 4 filhos, sendo 3 mulheres.<\/p>\n<p>Mituzi Takeuti morreu no dia 03 de Janeiro de 2010, aos 82 anos. Takeuti tinha press\u00e3o alta e era diab\u00e9tico.<\/p>\n<p>Um dos filhos mais ilustres de Kizaemon e de Tabo\u00e3o da Serra, foi sem d\u00favida Mituzi Takeuti. Agricultor, Oleiro (produtor de tijolos), e depois, Vereador ainda pelo Munic\u00edpio de Itapecerica da Serra, antes da Emancipa\u00e7\u00e3o de Tabo\u00e3o, Vice-Prefeito de 1969 a 1972. Ele faleceu em 03 de janeiro de 2010, sendo merecedor de muitas homenagens. Nascido em 1927, tinha 82 anos quando nos deixou para entrar para a Hist\u00f3ria de Tabo\u00e3o da Serra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sadao Nagata<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1828 alignright\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sadao-300x218.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sadao-300x218.jpg 300w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sadao.jpg 315w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Sadao Nagata, neto de japoneses (sansei), \u00e9 agricultor e comerciante e foi pol\u00edtico do munic\u00edpio de Embu das Artes, nos anos 1970 a 1990. Sadao Nagata, 78, neto de japoneses que nasceu no interior de SP e vive em Embu desde 1957 Nascido em 1941 em Promiss\u00e3o (SP), Sadao, \u00e9 neto de Tsutae (1888-1933) e Heitaro Nagata (1879-1948), que decidiu partir da Prov\u00edncia de Kumamoto (sul do Jap\u00e3o) para o Brasil em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u2013 o pa\u00eds asi\u00e1tico enfrentava superpopula\u00e7\u00e3o e fome. Literalmente, n\u00e3o s\u00f3 na linguagem popular, Heitaro, que tinha lutado na guerra entre Jap\u00e3o e R\u00fassia (que disputavam territ\u00f3rios da China e Manch\u00faria), em 1904 e 1905, foi um \u201cguerreiro\u201d. De navio, Heitaro partiu\u00a0do pa\u00eds do Sol Nascente em 27 de junho e chegou ao Brasil em 28 de agosto de 1913. \u201cEu devo o t\u00edtulo, primeiro, a meu av\u00f4. Se n\u00e3o fosse ele, eu n\u00e3o estava aqui. O pessoal fala que o Jap\u00e3o \u00e9 longe, mas [saindo de S\u00e3o Paulo, de avi\u00e3o] entre 24 e 30 horas chega l\u00e1. Meu av\u00f4 levou 64 dias\u201d, diz Sadao, contido ao expressar sentimento, como a maioria dos japoneses e descendentes, mas com grande gratid\u00e3o ao av\u00f3, a quem chama de \u201cher\u00f3i de guerra\u201d. Sadao tem orgulho do av\u00f4 que n\u00e3o \u00e9 pouca. \u201cEle \u00e9 da primeira e \u00fanica imigra\u00e7\u00e3o que veio para Minas Gerais. Trabalhou na lavra de ouro\u201d, conta. H\u00e1 registros de presen\u00e7a de japoneses em Minas desde a d\u00e9cada de 1910. Em 1913, 107 imigrantes foram trabalhar na mina de Morro Velho, em Nova Lima, hoje munic\u00edpio da regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte. \u201cEle ganhou um trocadinho e foi plantar caf\u00e9. Depois, veio para o interior de S\u00e3o Paulo\u201d, relata Sadao. Heitaro se fixou no munic\u00edpio de Lins (430 km de S\u00e3o Paulo), onde comprou uma pequena propriedade, a fazenda Itacolomi, que originou Promiss\u00e3o, cidade natal do hoje cidad\u00e3o embuense.<\/p>\n<p>Sadao ainda era adolescente \u2013 16 anos \u2013 quando chegou a Embu, em 1957, com os pais \u2013 Toshiko (1919-1988) e Satoru Nagata (1918-2009 \u2013 91 anos). Ali\u00e1s, Embu ainda nem existia. \u201cEu cheguei quando ainda era munic\u00edpio de Itapecerica\u201d, conta ele. Continuador da tradi\u00e7\u00e3o dos av\u00f3s e pais e como os mais genu\u00ednos japoneses, Sadao se dedicou \u00e0 agricultura na \u201cnova terra\u201d, em v\u00e1rias frentes. Ele foi diretor do Sindicato Rural de S\u00e3o Paulo e do Sincaesp (Sindicato dos Permission\u00e1rios do Entreposto de S\u00e3o Paulo \u2013 Ceagesp). Com ideal de coletividade aflorado, entrou tamb\u00e9m para a pol\u00edtica. Foi presidente da C\u00e2mara em 1979 e 1980 e vice-prefeito de Embu de 1993 a 96, na administra\u00e7\u00e3o do prefeito Geraldo Puccini (PMDB). Fora da pol\u00edtica desde a experi\u00eancia no Executivo, Sadao se dedica integralmente \u00e0 agricultura. At\u00e9 usa a atividade para brincar sobre j\u00e1 ter vivido muito \u2013 alheio aos interlocutores que apontam que ter\u00e1 vida longa, diante de tamanha lucidez, mem\u00f3ria prodigiosa e subir escadas com passo firme e ligeiro. \u201cEstou no caminho da ro\u00e7a\u2026 At\u00e9 hoje trabalho na ro\u00e7a, ali no fundo do Jardim Magali. Mexo com hidroponia\u201d, diz, sobre a t\u00e9cnica de cultivar plantas sem uso do solo. Sadao tem cinco filhos (duas mulheres e tr\u00eas homens).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mestre Sakai do Emb\u00fa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tadakio Sakai chegou a Embu em 1952, vindo de Tushima, Nagasaki \u2013 Jap\u00e3o, foi agricultor e come\u00e7ou a esculpir por infl u\u00ean<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1830 alignleft\" style=\"text-align: center;\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sakai-244x300.jpg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sakai-244x300.jpg 244w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/sakai.jpg 630w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/>cia de C\u00e1ssio M\u2019boy, Victor\u00a0Brecheret e Bruno Giorgi e \u00e9 considerado o maior escultor em terracota do Brasil. Com um imenso amor por Embu e pelo Brasil desenvolveu sua arte, com uma criatividade e originalidade digna dos maiores elogios e foi merecidamente premiado in\u00fameras vezes pelo seu trabalho.<\/p>\n<p>1954 &#8211; recebe a Medalha de prata \/ Sal\u00e3o de Artes Pl\u00e1sticas Seibi em S\u00e3o Paulo. 1957 &#8211; Pequena medalha de prata no Sal\u00e3o Paulista de Arte Moderna. 1958 &#8211; Medalha de Ouro no Sal\u00e3o Da Col\u00f4nia Japonesa \u2013 S\u00e3o Paulo. 1960 &#8211; 1\u00b0 Pr\u00eamio Governo do Estado no Sal\u00e3o Paulista de Arte Moderna. 1963 &#8211; Participa do J\u00fari de Sele\u00e7\u00e3o e Premia\u00e7\u00e3o do Sal\u00e3o de Arte da Col\u00f4nia Japonesa, Seibi, S\u00e3o Paulo. 1967 &#8211; No 60\u00b0 anivers\u00e1rio de imigra\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia Japonesa ao Brasil Participa do solenidade de homenagem ao<\/p>\n<p>imperador e imperatriz Japoneses. 1967 &#8211; Recebe o t\u00edtulo de cidad\u00e3o Embuense. Em 1972, naturaliza-se Brasileiro. 1973 &#8211; Ergue o Cruzeiro de Embu, onde hoje est\u00e1 localizado &#8211; um Memorial em sua homenagem e a capela de Santa Cruz, um sonho que n\u00e3o conseguiu realizar. 1975 &#8211; Torna-se membro colaborador da Associa\u00e7\u00e3o Bra<br \/>\nsileira de Folclore. 1977 Recebe a Grande Medalha de Prata pelo Conselho Estadual de cultura. 1978 &#8211; Realiza a primeira mostra do Grupo Sakai na Galeria Portinari \/ S\u00e3o Paulo. 1978 &#8211; Recebe a Medalha Brigadeiro Jos\u00e9 Vieira Couto de Magalh\u00e3es e Medalha de Honra ao M\u00e9rito da Prefeitura de Embu. 1978 &#8211; Recebe a Placa de Pra<br \/>\nta do Rotary Club de Embu, por seus\u00a050 anos de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade. 1979 &#8211; Recebe a Pequena Medalha de Ouro no Sal\u00e3o Paulista de Belas Artes. 1981 &#8211; No dia 02 de Maio falece, Tadakio Sakai, o Sakai do Embu, uma grande perda para a cidade e o nosso pa\u00eds. Al\u00e9m de desenvolver seu trabalho art\u00edstico, Sakai dividia seu conhecimento com in\u00famero alunos, que tamb\u00e9m se destacaram no cen\u00e1rio art\u00edstico entre eles Tonia do Embu, que ministra aulas de escultura em terracota e leva adiante as ideias de Mestre Sakai.<\/p>\n<p>\u201c Eu vim de longe para encontrar minha casa (Embu), Vim do sol nascente para o sol caboclo Minha terra era pequena e eu tamb\u00e9m, Procurei um ch\u00e3o maior para ser maior, Encontrei Cassio M\u2019 Boy e o Solano Trindade, Formamos um tri\u00e2ngulo de arte e amor, E assim nasceu o meu grupo que hoje \u00e9 do povo \u201c. No memorial SAKAI, s\u00e3o ministradas as aulas em terracota, est\u00e3o expostas obras do Mestre Sakai, Tonia do Embu e de, alunos da pr\u00f3pria escola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cOs nipopioneiros\u201d de Itapecerica da Serra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de 1915, Itapecerica da Serra come\u00e7ou a receber as fam\u00edlias japonesas, que tamb\u00e9m exerceu grande infl u\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, que como uma t\u00edpica cidade brasileira conta com a pluralidade cultural.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, as tr\u00eas cidades \u2013 M\u2019Boy Mirim, Embu-Gua\u00e7u e Tabo\u00e3o da Serra, eram vilarejos pertencentes ao munic\u00edpio de Itapecerica.<br \/>\nA regi\u00e3o do Embu era adequada para o plantio de batatas, por ser uma terra virgem coberta por um solo f\u00e9rtil (terra roxa), seguindo o exemplo dos \u00edndios, os japoneses tamb\u00e9m utilizavam sistema de plantio primitivo por meio de queimadas, para o plantio de batatas.<br \/>\nA maioria dos pioneiros japoneses era de Boonotsu, da Prov\u00edncia de Kagoshima.<br \/>\nEm 1929, Shigue Hayashi, rec\u00e9m-casado, arrenda um terreno em Itapecerica no bairro Potuvera e inicia o plantio de batata. Como o terreno localizava-se pr\u00f3ximo ao atual Posto Batalha, fora da Col\u00f4nia de Embu &#8211; mirim, Shigue Hayashi \u00e9 considerado o primeiro imigrante japon\u00eas de Itapecerica da Serra. Com a primeira safra de batatas,<br \/>\nno ano seguinte, adquiri alqueires de terra nos arredores e constr\u00f3i sua casa. Sendo assim, tamb\u00e9m \u00e9 um dos primeiros no sentido de ser propriet\u00e1rio de suas pr\u00f3prias terras, a fi m de aqui se estabelecer. Na d\u00e9cada de trinta, pode-se dizer que quase todos os agricultores japoneses que se estabeleceram em Itapecerica, independente da sua prov\u00edncia tiveram o apoio de Hayashi. Como a regi\u00e3o pertencia a uma zona rural de densa mata virgem, a vida dos agricultores era muito dif\u00edcil, devido \u00e0 falta de infraestrutura. Al\u00e9m disso, a escola primaria de Itapecerica mais pr\u00f3xima fi cava muito longe. Era um problema que os pais n\u00e3o podiam ignorar. Angustiados com a educa\u00e7\u00e3o de seus fi lhos, pensaram seriamente\u00a0na possibilidade de construir uma escola japonesa.<br \/>\nAp\u00f3s muitas negocia\u00e7\u00f5es com diversos grupos, foi constru\u00edda a escola japonesa, gra\u00e7a aos esfor\u00e7os de colaboradores.<br \/>\nAntes da guerra, as mat\u00e9rias ministradas, excluindo os trabalhos manuais, eram as mesmas do Jap\u00e3o, inclusive educa\u00e7\u00e3o moral. Entre as muitas difi culdades enfrentadas pelos fi lhos dos japoneses, uma delas era que a maioria dos alunos da \u00e9poca iam descal\u00e7os\u00a0para a escola, os pais n\u00e3o podiam comprar sapatos novos, entretanto as crian\u00e7as, achavam tudo natural.<\/p>\n<p>Hoje, percebemos que houve \u201cOs nipo pioneiros\u201d de Itapecerica da Serra\u00a0um progresso do p\u00e9 descal\u00e7o para o sapato de pano, e mais tarde para o de couro.<br \/>\nNa \u00e1rea de lazer os colonos japoneses apreciavam o cinema mudo, primeiro utilizavam o cinema municipal que j\u00e1 possu\u00eda a energia el\u00e9trica desde 1929 e em 1939 a atividade \u00e9 transferida para a escola e a energia el\u00e9trica era gerada por um motor de caminh\u00e3o de pequeno porte.<br \/>\nUma outra divers\u00e3o popular, era o Enguikai (representa\u00e7\u00f5es teatrais).<br \/>\nCom a segunda guerra mundial as situa\u00e7\u00f5es dos japoneses se transformam. Em dezembro de 1938, todas as escolas estrangeiras, inclusive as japonesas, s\u00e3o fechadas; os jornais japoneses s\u00e3o tirados de circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 outubro do ano seguinte. O nacionalismo de Get\u00falio Vargas estabelece uma s\u00e9rie de proibi\u00e7\u00f5es, entre elas falar japon\u00eas, fazer reuni\u00f5es entre japoneses e os transgressores eram imediatamente encaminhados a pol\u00edcia, a escola de Itapecerica n\u00e3o fi ca fora das proibi\u00e7\u00f5es impostas \u00e0s escolas de l\u00edngua japonesa.<br \/>\nA guerra termina em agosto de agosto de 1945, mas a retomada das atividades das escolas japonesas n\u00e3o \u00e9 admitida legalmente. A proibi\u00e7\u00e3o do uso da l\u00edngua estrangeira, pelos imigrantes dos pa\u00edses do eixo, \u00e9 liberada somente com a reforma constitucional em 18 de setembro de 1946, entretanto a for\u00e7a de vontade dos colonos os ajuda a manter suas tradi\u00e7\u00f5es t\u00e3o valorizadas.<br \/>\nAlgumas das primeiras fam\u00edlias em nossa cidade foram:<br \/>\n\u2022 Hayashi \u2022 Torihara \u2022 Simoama \u2022 Tanigawa<br \/>\n\u2022 Hamada \u2022 Oda \u2022 Onoue \u2022 Shimizu \u2022 Nakayama \u2022 Fusumo \u2022 Uekubo \u2022 Matsushita \u2022 Kamimura \u2022 Yoneyama<\/p>\n<p>Angustiados com a educa\u00e7\u00e3o dos seus filhos, em 1935, come\u00e7aram a constru\u00e7\u00e3o do primeiro col\u00e9gio japon\u00eas em Itapecerica, onde eram ministradas as mesmas mat\u00e9rias de seu pa\u00eds de origem. Em 25 de dezembro de 1938 come\u00e7aram as repress\u00f5es em virtude da \u201c2\u00ba Guerra Mundial\u201d, restri\u00e7\u00f5es como:<br \/>\n\u2022 Falar na l\u00edngua de seu pa\u00eds de origem. \u2022 Funcionamentos das escolas estrangeiras. \u2022 Possuir livros japoneses. \u2022 Circula\u00e7\u00e3o dos jornais japoneses.<br \/>\nApenas em 1946, um ano ap\u00f3s o fi m da guerra, foi liberado o uso da l\u00edngua estrangeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pequena hist\u00f3ria do Jud\u00f4 de Itapecerica<\/strong><\/p>\n<p>O Jud\u00f4 Itapecerica da Serra foi fundado oficialmente em 25 de novembro de 1958 no Uni\u00e3o Futebol Clube pelos Sensei Juichiro Tanigawa e Sensei Mabio Smaniotto, mas antes disso tivemos em Itapecerica da Serra grandes nomes do Jud\u00f4, que passaram pela cidade para aperfei\u00e7oarem suas t\u00e9cnicas e fazerem seus treinamentos sempre com os melhores e dedicados Senseis, citamos alguns, primeiramente o grande Sensei Hikari Kurati, que ministrava aulas no Col\u00e9gio Japon\u00eas e hoje tem aquela rua com seu nome em homenagem aos feitos que deixou na cidade; Sensei Haru Nishimura, Sensei Massao Shinohara que hoje no cen\u00e1rio nacional \u00e9 o grande e verdadeiro Judoca, exemplo para todos os seguidores do Jud\u00f4. Sensei Kodansha faixa Vermelha 9\u00ba Dan, al\u00e9m \u00e9 claro dos atletas e her\u00f3is an\u00f4nimos que j\u00e1 elevaram o nome da cidade nos quatro cantos de S\u00e3o Paulo e do Brasil, Senseis: Kionori Tanigawa, Minoru Takada, Pedro Hirose, Jorge Isao Takada, Pedro Saito Pequena hist\u00f3ria do Jud\u00f4 de Itapecerica Minato, Ribas Busnello, Jose Roberto Godoi, Lobinho, Sgt Inacio, Sergio Harumi Tanigawa, Massaro Ishimine, Luiz Eduardo Tomilhero, Marcelino Massaki Ishimine, Rodrigo de Assis Takada, Sergio Gomes da Silva, Luciano Soares de Jesus Casacchi, Flavio Matheus de Moraes, Marco Ant\u00f4nio de Oliveira, Usiel de Matos Pereira, Sidnei Orlando de Oliveira, Caio Octavio Riscala, Juliano Godoi, Inti Regis Lagos Vergara, Wellingenton Ramos de Oliveira, Alessandro dos Santos Silva, Alexandre Diego de N\u00f3brega Mendon\u00e7a, Gerson Pereira dos Santos, Marcos Gedeon Rocha Medrado, Kelly Cristina Miranda, Odair Bueno do Prado, Alberto Rodrigues Junior, Marcelo Ant\u00f4nio Correira Silva, Igor Rodrigues Votisch, Claudio Silvestre Rodrigues Junior, Crowell Max Silvestre. E nossas homenagens aos que nos bastidores do Jud\u00f4, ajudaram muito as crian\u00e7as em eventos e competi\u00e7\u00f5es em que a cidade era representada. Claudinho Silvestre, Bol\u00e3o,\u00a0Dona Eliza, Dona Beth, em nome deles estendemos as homenagens a todos que ajudaram o Jud\u00f4 de Itapecerica da Serra, direta e ou indiretamente, aos amigos e patrocinadores, que sempre acreditaram no Jud\u00f4 itapecericano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>UNDO-KAI uma verdadeira Festa da comunidade japonesa<\/strong><\/p>\n<p>O Undo-Kai, uma tradicional gincana esportiva, trazida do Jap\u00e3o reuni periodicamente membros das comunidades Japonesas de Tabo\u00e3o da Serra, Embu das Artes, Embu-Gua\u00e7u, Itapecerica, Juquitiba e S\u00e3o Louren\u00e7o da Serra. Na oportunidade milhares de pessoas prestigiam o Undo-Kai. Quem prestigia o evento pode conferir de perto as caracter\u00edsticas que tornam a comunidade japonesa uma das mais fortes e representativas da regi\u00e3o. Os participantes da gincana d\u00e3o uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o, companheirismo, respeito, determina\u00e7\u00e3o e trabalho em equipe. Um dos aspectos marcantes do Undo-Kai \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o de pessoas das mais diversas idades nas atividades esportivas. Al\u00e9m disso, os idosos participam da gincana em n\u00edvel de igualdade, em parceria com os mais jovens, demonstrando um entrosamento dif\u00edcil de se encontrar nos dias atuais.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>Com a vinda dos imigrantes japoneses ao Brasil em 1908, instaurou-se a festa undokai, uma comemora\u00e7\u00e3o que a princ\u00edpio celebrava o anivers\u00e1rio do imperador. Todavia, a confraterniza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria tinha como pressuposto a integra\u00e7\u00e3o da comunidade e perpetua\u00e7\u00e3o dos valores simb\u00f3licos nip\u00f4nicos. Ao comemorar anualmente esta festividade em diferentes regi\u00f5es<br \/>\ne munic\u00edpios dentro da sociedade brasileira, acaba por edifi car uma identidade \u00e9tnica-cultural em torno do conceito de niponicidade, que cria a suposta id\u00e9ia de origem, trajet\u00f3ria e destino aos sujeitos que compartilham destas produ\u00e7\u00f5es festivas, bem como, demarca o limite de fronteira identit\u00e1ria diante de outros grupos sociais. Com a chegada do vapor Kasato Maru ao porto de Santos em 1908, a comunidade japonesa se fez part\u00edcipe efetivamente no construto social de Brasil. Antes mesmo de desembarcar em terra fi rme, algumas atividades recreativas eram realizadas pelos imigrantes a bordo do navio. A partir da fi xa\u00e7\u00e3o dos japoneses nas fazendas do interior paulista, a realiza\u00e7\u00e3o da gincana undokai1 tornou-se um referencial comemorativo para sociabilizar\/integrar nip\u00f4nicos e os descendentes nikkeis, bem como na identifi ca\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria dos membros com a festa. Embora haja momentos l\u00fadicos de confraterniza\u00e7\u00e3o, perpetua-se sobretudo uma \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9tnico-cultural em torno da imagem de \u201cniponicidade\u201d. Essa continuidade festiva ao longo do tempo pressup\u00f5e em uma \u201ctradi\u00e7\u00e3o inventada\u201d, segundo Hobsbawm (1997\/1999).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1826 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kinkaku-ji-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kinkaku-ji-300x225.jpg 300w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kinkaku-ji.jpg 591w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>O Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra \u00e9 uma r\u00e9plica do templo Kinkaku-ji japon\u00eas de mesmo nome constru\u00eddo no s\u00e9culo XIV e assim como seu modelo, o Kinkaku-ji \u00e9 entornado por um lago povoado por carpas coloridas (nishikigois). Diferentemente do seu modelo japon\u00eas, o Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra \u00e9 um templo ecum\u00eanico e um ciner\u00e1rio, ao passo que o Kinkaku-ji japon\u00eas \u00e9 um templo de orienta\u00e7\u00e3o zen-budista. Em seu interior, al\u00e9m de v\u00e1rios columb\u00e1rios, h\u00e1 salas onde se realizam cerim\u00f4nias ecum\u00eanicas como missas, batismos e casamentos. Com uma certa frequ\u00eancia, realizam-se cerim\u00f4nias f\u00fanebres p\u00f3s-crema<br \/>\n\u00e7\u00e3o seguindo o rito japon\u00eas e o costume de preservar as cinzas dos seus ancestrais. O Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra encontra-se ao p\u00e9 de um terreno escarpado, mas o caminho tur\u00edstico que leva at\u00e9<br \/>\nele \u00e9 \u00edngreme e em degraus, com alguns assentos para descanso em pontos estrat\u00e9gicos. Um jardim japon\u00eas \u00e0 entrada do parque com suas cerejeiras e um lago com peixes ornamentais s\u00e3o uma atra\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00e0 parte. O Kinkaku-ji de Itapecerica da Serra (tanto o seu entorno como o interior do templo \u00e9 integralmente aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica e ao turismo, fazendo parte do Parque Tur\u00edstico Nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um povo de tradi\u00e7\u00e3o e cultura milenares. 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