{"id":2003,"date":"2019-08-19T22:00:33","date_gmt":"2019-08-20T01:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=2003"},"modified":"2019-08-19T22:00:33","modified_gmt":"2019-08-20T01:00:33","slug":"folk-cultural-da-folha-homenageia-dia-nacional-do-folclore-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2019\/08\/19\/folk-cultural-da-folha-homenageia-dia-nacional-do-folclore-brasileiro\/","title":{"rendered":"Folk Cultural da Folha homenageia Dia \u201cNacional do Folclore Brasileiro\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 pessoal, sou prof. Noel Magalh\u00e3es e vou contar uma coisa valiosa que t\u00e1 saindo da moda, \u00e9 o folclore brasileiro que t\u00e1 se perdendo das prosas. O lobisomem e o boitat\u00e1 foram substitu\u00eddos por dois aparelhos, o r\u00e1dio e a televis\u00e3o, que tiraram o folclore de nossa gente mais dar que \u00e9 bom num da n\u00e3o. Diz que o mundo \u00e9 uma grande radiola bota o disco que a gente dan\u00e7a o \u201cFolk Cultural da Folha\u201d vai falar pra oceis o nosso folclore em 14 lendas brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira abaixo uma a uma:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 dono de uma riqueza cultural vasta, gra\u00e7as \u00e0 miscigena\u00e7\u00e3o dos mais variados povos e culturas. Como em um grande caldeir\u00e3o, ingredientes das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, africanas e europ\u00e9ia se juntaram e formaram o que hoje conhecemos como nosso aporte cultural. Um dos elementos marcantes dessa mistura s\u00e3o as lendas folcl\u00f3ricas.<br \/>\nEste conjunto mitol\u00f3gico envolvendo seres e est\u00f3rias fant\u00e1sticos foram transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o por meio da oralidade. Ao longo dos s\u00e9culos, tais lendas foram encantando e, tamb\u00e9m, assustando quem as escutava mas, acima de tudo, representavam as caracter\u00edsticas dos povos que as criaram.<br \/>\nOs principais personagens do folclore brasileiro s\u00e3o: iara, saci perer\u00ea, mula sem cabe\u00e7a, negrinho do pastoreiro, cuca, boitat\u00e1, curupira, lobisomem, boto, vit\u00f3ria r\u00e9gia, caipora, cobra grande, comadre fulozinha, corpo seco e erva-mate.<\/p>\n<p>Confira, com a gente, as principais lendas e personagens do folclore brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>IARA<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2004 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/sereia-iara-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"127\" height=\"102\" \/><\/p>\n<p>A lenda da Iara ou, ainda, da M\u00e3e d\u2019\u00c1gua tem origem no povo tupi. Iara, que significa \u201cSenhora das \u00c1guas\u201d, era uma bela \u00edndia que despertava a inveja de muita gente, incluindo seus irm\u00e3os. Para resolver o problema, eles o atraem para a floresta e resolvem matar a pr\u00f3pria irm\u00e3.<br \/>\nNo fim, Iara mata os irm\u00e3os e, como forma de puni\u00e7\u00e3o, foi lan\u00e7ada no encontro entre os Rios Negro e Solim\u00f5es. Desde ent\u00e3o, tornou-se uma sereia de beleza inigual\u00e1vel que atrai os pescadores que navegam pelas \u00e1guas atrav\u00e9s de seu canto, com o objetivo de mat\u00e1-los.<br \/>\n\u00c9 descrita como uma sereia de cabelos negros e compridos, dona de uma voz hipnotizante. Seu som agrad\u00e1vel \u00e9 o que atrai os homens desavisados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SACI PERER\u00ca<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2005 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-saci-perere-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"162\" height=\"99\" \/>Este \u00e9 um dos personagens mais conhecidos do nosso folclore mas, voc\u00ea sabe de onde ele veio? A lenda tem origem tupi-guarani e representa o saci como um menino negro e travesso de uma perna s\u00f3.<br \/>\nFumando um cachimbo e usando uma carapu\u00e7a vermelha que lhe d\u00e1 poderes m\u00e1gicos, surge como um redemoinho e adora assustar os outros.<br \/>\nUma curiosidade \u00e9 que o saci perer\u00ea n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. As lendas trazem mais dois sacis, o sa\u00e7ur\u00e1 e o trique. Entre suas travessuras, est\u00e3o fazer a comida queimar, tran\u00e7ar o rabo dos cavalos e esconder objetos. Nascem de dentro dos bambus, onde vivem por sete anos. Para evitar que eles fujam, \u00e9 preciso prend\u00ea-lo dentro de uma garrafa de vidro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>COMADRE FULOZINHA<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2006 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-comadre-fulozinha.jpg\" alt=\"\" width=\"149\" height=\"101\" \/>A lenda da Comadre Fulozinha \u00e9 um mito folcl\u00f3rico brasileiro que nasceu de uma varia\u00e7\u00e3o da lenda da Caipora. Vinda do nordeste, a lenda \u00e9 contada principalmente em Pernambuco, Para\u00edba, Bahia e outros locais na zona da mata, onde tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como \u201cM\u00e3e da Mata.\u201d<br \/>\nConta a hist\u00f3ria que a criatura \u00e9 um esp\u00edrito de uma cabocla (indiv\u00edduo miscigenado, \u00edndio e branco) de cabelos negros t\u00e3o longos que cobrem todo o corpo.<br \/>\n\u00c1gil e furtiva, corta com cabelos e enrola com a l\u00edngua aqueles que destroem a mata e que passam por l\u00e1 sem deixar oferendas e tem o poder de desaparecer magicamente na mata.<br \/>\nA comadre, bem como o Saci, \u00e9 zombeteira. Ela amarra o rabo e crina de cavalos de forma a ser imposs\u00edvel desatar os n\u00f3s e d\u00e1 surra de urtigas (planta urtic\u00e1ria). Segundo a lenda, mingau e doces s\u00e3o suas oferendas favoritas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BOTO ROSA<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2007 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-boto.jpg\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"108\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-boto.jpg 295w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-boto-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 108px) 100vw, 108px\" \/><\/p>\n<p>A lenda do boto cor de rosa ou, tamb\u00e9m, Uauiar\u00e1, surgiu na amaz\u00f4nia. A est\u00f3ria conta que, nas noites de festa junina, o boto sai das profundezas dos rios sob a forma de um belo homem, atraindo mulheres.<\/p>\n<p>Seu objetivo \u00e9 lev\u00e1-las para o fundo do rio e acasalar. Diante disso, costuma-se dizer que o boto \u00e9 o pai de crian\u00e7as cuja paternidade \u00e9 desconhecida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CORPO SECO<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2008 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-corpo-seco.jpg\" alt=\"\" width=\"111\" height=\"101\" \/><\/p>\n<p>A lenda do \u201cCorpo-Seco\u201d \u00e9 uma hist\u00f3ria folcl\u00f3rica brasileira nascida em meados do s\u00e9culo XX, em Minas Gerais. Hoje \u00e9 contada com diversas varia\u00e7\u00f5es e pode ser considerada um conto preventivo para que crian\u00e7as n\u00e3o desobede\u00e7am seus pais.<br \/>\nA vers\u00e3o mais corrente narra como um homem chamado Z\u00e9 Maximiano, residente da Serra da Mantiqueira, foi rejeitado por Deus, o Diabo e pela pr\u00f3pria terra, condenado a vagar pelo ermo.<br \/>\nZ\u00e9 Maximiano era conhecido na cidade de Monteiro Lobato por brigar e agredir seus pais at\u00e9 o dia em que morreu assassinado. Enterrado, foi rejeitado pela sepultura e passou a assombrar o local. O corpo do morto-vivo foi levado \u00e0 for\u00e7a e abandonado em uma gruta.<br \/>\nEntretanto, n\u00e3o permaneceu l\u00e1 por muito tempo e passou a peregrinar e assombrar aqueles que o encontram. Em especial, a assombra\u00e7\u00e3o persegue crian\u00e7as que desrespeitam os pais.<\/p>\n<p>A lenda no Brasil<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, conta-se uma varia\u00e7\u00e3o em que o Corpo-Seco se aproxima de viajantes incautos e suga-lhes o sangue, transformando-os em corpos-secos tamb\u00e9m.<br \/>\nEm outra varia\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 um ex-fazendeiro avarento que protege as \u00e1rvores de seu antigo pomar.<br \/>\nEm mais uma varia\u00e7\u00e3o, ele mata as \u00e1rvores que toca, que ficam com um aspecto humano decr\u00e9pito como o seu pr\u00f3prio.<br \/>\nA cidade de Ituiutaba reivindica para si o t\u00edtulo de ber\u00e7o do Corpo-Seco. Ao sul do munic\u00edpio h\u00e1 at\u00e9 mesmo a Serra do Corpo Seco, onde, segundo a lenda, ele teria sido isolado ap\u00f3s sua rejei\u00e7\u00e3o pela terra.<br \/>\nO munic\u00edpio de Taubat\u00e9, S\u00e3o Paulo, \u00e9 outro que afirma ser o local onde a lenda se iniciou. Em 07 de agosto de 2005, o jornal Vale Paraibano publicou uma mat\u00e9ria sobre o morto-vivo que se esconderia h\u00e1 40 anos em uma gruta em Pedra Branca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>COBRA GRANDE<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2009 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-cobra-grande.jpg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"97\" \/>A lenda da cobra grande \u00e9 um mito folcl\u00f3rico das regi\u00f5es norte e nordeste do Brasil sobre uma gigantesca serpente com olhos luminosos que habita as profundezas dos rios e lagos.<br \/>\nDe origem amaz\u00f4nica, a hist\u00f3ria explica de forma lend\u00e1ria a origem dos sulcos onde correm os rios. Esses seriam os rastros por onde a cobra havia passado. A inspira\u00e7\u00e3o para a criatura pode ter sido as sucuris (serpentes do g\u00eanero Eunectes), que podem chegar aos oito metros de comprimento.<br \/>\nA vers\u00e3o mais corrente da hist\u00f3ria \u00e9 aquela em que uma \u00edndia fica gr\u00e1vida de uma cobra sucuri e d\u00e1 \u00e0 luz a cobras g\u00eameas \u2013 um chamado Honorato (ou Norato, ou Nonato) e uma chamada Maria Caninana. A \u00edndia, repugnada com a apar\u00eancia de seus filhos, os abandonou no rio.<br \/>\nHonorato, por\u00e9m, de bom cora\u00e7\u00e3o, continuou visitando a m\u00e3e. Maria, por sua vez, era rancorosa e alimentava \u00f3dio por quem a abandonara. Maria Caninana naufragava embarca\u00e7\u00f5es, devorava animais e pessoas enquanto Honorato reprovava as atitudes de sua irm\u00e3.<br \/>\nHonorato decidiu matar a irm\u00e3 para acabar com suas injusti\u00e7as e, assim, conseguiu a gratid\u00e3o das tribos ribeirinhas. Nas noites de lua cheia, ele assumia forma humana e caminhava pela terra, participando das festividades com os \u00edndios. Entretanto, ele sempre tinha de retornar aos rios.<br \/>\nQuerendo tomar parte na vida humana, Honorato convidou as pessoas a desencant\u00e1-lo: era necess\u00e1rio colocar leite em sua imensa boca de cobra e ferir sua cabe\u00e7a com a\u00e7o virgem (que nunca cortara nada). Por\u00e9m, ningu\u00e9m tinha coragem de se aproximar da monstruosidade.<br \/>\nEm uma vers\u00e3o da lenda, um soldado corajoso liberta Honorato e ele vive feliz por anos. Em outra, Honorato se revolta na ocasi\u00e3o da morte de sua m\u00e3e e vai viver enterrado sob as cidades, adormecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CAIPORA<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2010 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-caipora-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"91\" height=\"129\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-caipora-212x300.jpg 212w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/lendas-do-folclore-caipora.jpg 295w\" sizes=\"(max-width: 91px) 100vw, 91px\" \/>A caipora \u00e9 uma personagem lend\u00e1ria do folclore brasileiro. A \u00edndia (ou \u00edndio, a depender da vers\u00e3o) \u00e9 um ser pequeno, de cabelos e pelos vermelhos que habita e protege as florestas. O pr\u00f3prio nome vem do Tupi-guarani, caapora, que quer dizer \u201chabitante do mato\u201d.<br \/>\nCarregando muitas similaridades com o curupira, a caipora tamb\u00e9m protege os animais de ca\u00e7adores e as florestas de quem quer derrubar ou incendi\u00e1-la. Com seus poderes de dominar os animais, ela ataca, assusta, desorienta e faz emboscadas para quem tenta fazer mal \u00e0 natureza.<br \/>\nOutra semelhan\u00e7a com o curupira \u00e9 o fato de que a caipora aceita presentes de quem quer cruzar a floresta, sendo fumo seu mimo favorito.<br \/>\nA populariza\u00e7\u00e3o do personagem se deve em grande parte ao programa \u201cCastelo R\u00e1-tim-bum\u201d, que foi ao ar na d\u00e9cada de 90, pela TV Cultura. Na s\u00e9rie infanto-juvenil, a caipora contava hist\u00f3rias ind\u00edgenas aos protagonistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 pessoal, sou prof. 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