{"id":6363,"date":"2023-04-23T07:58:43","date_gmt":"2023-04-23T10:58:43","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=6363"},"modified":"2023-04-24T08:01:55","modified_gmt":"2023-04-24T11:01:55","slug":"senzala-insurgente-o-plano-de-revolta-escrava-de-1832-em-campinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/04\/23\/senzala-insurgente-o-plano-de-revolta-escrava-de-1832-em-campinas\/","title":{"rendered":"\u201cSenzala insurgente\u201d: o plano de revolta escrava de 1832 em Campinas"},"content":{"rendered":"<div class=\"header-cuerpo-articulo\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Contrariando a ideia de passividade difundida pela teoria da democracia racial e toda a opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica burguesa que apaga as hist\u00f3rias de luta e resist\u00eancia, foram in\u00fameras as lutas do povo negro escravizado no pa\u00eds. Nos apropriar dessas experi\u00eancias e exemplos \u00e9 parte fundamental de refletir as lutas na atualidade e da constru\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o no Brasil. \u00c9 com esse intuito que trazemos aqui esta resenha do livro \u201cSenzala insurgente: malungos, parentes e rebeldes nas fazendas de Campinas (1832)\u201d de Ricardo Pirola, professor no IFCH da Unicamp<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano de 1832 foi descoberto um plano de insurrei\u00e7\u00e3o organizado por escravizados nas fazendas de Campinas. Ricardo Pirola, historiador da Unicamp, realizou uma pesquisa com fontes de arquivos de Campinas, fontes como o processo crime do plano de revolta, listas com informa\u00e7\u00f5es sobre a popula\u00e7\u00e3o, listas avaliativas de escravos e registros de batismo e casamento da \u00e9poca para tentar entender como ocorreu e quem eram as pessoas envolvidas nesse plano. No livro \u201cSenzala insurgente: malungos, parentes e rebeldes nas fazendas de Campinas (1832)\u201d, publicado pela Editora Unicamp em 2011, ele condensa toda essa sua pesquisa.<\/p>\n<p>No per\u00edodo tratado a ent\u00e3o Vila de Campinas era uma das principais produtoras de a\u00e7\u00facar da prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo. Cerca de 1\/3 da produ\u00e7\u00e3o vinha das fazendas da regi\u00e3o. Na d\u00e9cada de 1820 outras suspeitas de insurrei\u00e7\u00e3o j\u00e1 haviam aparecido e colocado a Vila em alerta. Cada nova den\u00fancia ou suspeita de rebeli\u00e3o fazia com que os senhores se assustassem com a possibilidade de perda de escravos e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Para os escravos, esses momentos significavam que a repress\u00e3o e os castigos viriam forte, mas ainda assim, \u201cn\u00e3o deixavam de lutar por suas liberdades\u201d (p. 35).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O plano de 1832<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa carta endere\u00e7ada ao juiz de paz da Vila de Campinas, o senhor de engenho chamado Ant\u00f4nio Francisco de Andrade dizia:<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] eu e v\u00e1rios propriet\u00e1rios da beira do rio Atibaia [&#8230;] na desconfian\u00e7a de que nossos escravos projetavam alguma trama contra n\u00f3s [&#8230;], descobrimos que eles noturna e escandalosamente se comunicavam uns com os outros [&#8230;] para um levante.\u201d (p. 23).<\/p>\n<p>Com a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos costumes estranhos e desobedi\u00eancias, os interrogat\u00f3rios dos escravos come\u00e7aram. Depois de 5 dias de castigos e promessas de perd\u00e3o para aqueles que contassem sobre o motivo dos encontros noturnos, os fazendeiros descobriram o plano. Esse plano envolvia escravizados de 15 engenhos de a\u00e7\u00facar e tinha tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de um liberto chamado Jo\u00e3o Barbeiro, que morava em S\u00e3o Paulo e j\u00e1 havia se envolvido em outro plano de revolta em 1830 que, nesse momento, gerou a mobiliza\u00e7\u00e3o de um grande aparato repressivo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s todas as investiga\u00e7\u00f5es e a colheita de depoimentos, um total de 32 homens foram incriminados. A grande maioria dos envolvidos vinha do Congo Norte, alguns de Angola e Mo\u00e7ambique, tamb\u00e9m havia \u201ccrioulos\u201d (nascidos no Brasil). Na sua maioria eles eram \u201cladinos\u201d, ou seja, j\u00e1 estavam vivendo h\u00e1 um bom tempo no Brasil e estavam habituados com a l\u00edngua e os costumes.<\/p>\n<p>O objetivo principal do plano era conseguir a alforria: \u201cfazer uma revolta contra os brancos para ficarem libertos\u201d, disse Trist\u00e3o Cabinda em um depoimento. \u201cO escravo Felizardo Crioulo foi muito direto, quando lhe perguntaram sobre a finalidade dos ajuntamentos noturnos que faziam escondidos dos brancos, \u2018levantar afoitamente, matar [os brancos] e ficarem eles pretos todos forros\u2019\u201d (p. 44).<\/p>\n<p>As reuni\u00f5es aconteciam sempre a noite, provavelmente em lugares alternados, estrat\u00e9gia utilizada para despistar os senhores. Nessas reuni\u00f5es, primeiro todos comiam e bebiam juntos, e depois as lideran\u00e7as se reuniam a parte. Jo\u00e3o Barbeiro, liberto, que vivia em S\u00e3o Paulo, se comunicava com Marcelino, um escravo tropeiro que viajava frequentemente para l\u00e1. Diogo Rebolo era respons\u00e1vel por centralizar toda a organiza\u00e7\u00e3o do plano na Vila de Campinas, al\u00e9m disso, em cada uma das fazendas tinha um \u201ccapit\u00e3o\u201d respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Diogo Rebolo presidia todas as reuni\u00f5es, guardava o dinheiro arrecadado que os escravos conseguiam principalmente atrav\u00e9s do com\u00e9rcio de alimentos que plantavam em seus dias de folga. O dinheiro conseguido era enviado \u00e0 Jo\u00e3o Barbeiro em S\u00e3o Paulo atrav\u00e9s de Marcelino. Um dos interrogados contou que o dinheiro era para fazer azagaias (uma lan\u00e7a curta geralmente feita de madeira) e comprar p\u00f3lvora. Havia tamb\u00e9m um escravo com ocupa\u00e7\u00e3o de ferreiro envolvido no plano, este ficaria respons\u00e1vel por fabricar armas.<\/p>\n<p>A data prevista para colocar o plano em pr\u00e1tica era o feriado de P\u00e1scoa de 1832. Em um dos depoimentos foi contado que aconteceria num momento de \u201cfesta e ajuntamento dos brancos\u201d. Durante os feriados e festas religiosas a vigil\u00e2ncia senhorial diminu\u00eda, j\u00e1 que os escravos eram dispensados e os senhores costumavam ir \u00e0s missas na igreja matriz.<\/p>\n<p>As armas e o dinheiro nunca foram encontrados pelos fazendeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quem eram os conspiradores<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 escrevemos aqui que a grande maioria dos participantes no plano de revolta vieram do Congo Norte, alguns de Angola e tamb\u00e9m de Mo\u00e7ambique. V\u00e1rios eram ladinos, mas havia tamb\u00e9m crioulos. Entre os l\u00edderes, quase todos vieram do Congo Norte, mas as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o mostram quais eram os grupos \u00e9tnicos que faziam parte.<\/p>\n<p>Outro eixo que fez parte da an\u00e1lise do pesquisador foi a fam\u00edlia escrava. Em muitos estudos realizados sobre a \u00e9poca, identifica-se que a possibilidade de casamento significava tentar estabelecer a \u201cpaz\u201d entre a casa grande e a senzala, isso porque, em muitas fazendas, aqueles que casavam tinham um lugar mais reservado nas senzalas, tinham acesso \u00e0 ro\u00e7a pr\u00f3pria e mais chances de alforria.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, de 21 participantes do plano, 13 eram solteiros e 8 eram casados. Entre 7 das lideran\u00e7as, 3 eram solteiros e 4 eram casados. Conseguir o casamento n\u00e3o era nada f\u00e1cil e poucos conseguiam, logo, a quantidade de casados entre os envolvidos no plano era grande. Ou seja, os dados mostram que no caso campineiro, o casamento n\u00e3o foi um impeditivo para a mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>A grande maioria dos envolvidos trabalhavam nas planta\u00e7\u00f5es, mas alguns, principalmente entre os l\u00edderes, ocupavam postos de maior confian\u00e7a nas fazendas, como no trabalho dom\u00e9stico (entre todos os membros havia 3 escravos tropeiros, 1 ferreiro e 1 cozinheiro).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Religiosidade<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um aspecto que apareceu na maior parte dos interrogat\u00f3rios registrados foi que nesses encontros noturnos os escravizados envolvidos no plano tomavam\u00a0<i>mezinhas<\/i>\u00a0(rem\u00e9dio, medicamente caseiro ou um tipo de preparado feito \u00e0 base de ra\u00edzes com poder de cura). Diogo Rebolo era uma esp\u00e9cie de lideran\u00e7a espiritual. Alguns se referiam a ele como \u201cpai\u201d ou \u201cmestre\u201d. Ele preparava as mezinhas que serviam para \u201cfechar o corpo dos escravos durante a revolta e tornar mais lenta a rea\u00e7\u00e3o senhorial\u201d (p. 39). Muitos citaram as habilidades sobrenaturais dele, que al\u00e9m de preparar as mezinhas, fazia adivinha\u00e7\u00f5es \u201ca partir de um livro com a pintura de um nariz de cachorro na capa\u201d (p. 40).<\/p>\n<p>Para entender essas quest\u00f5es, \u00e9 importante buscar o entendimento sobre as religiosidades da \u00c1frica central. De acordo com o professor Ricardo Pirola, \u201ca religi\u00e3o possui um papel fundamental na organiza\u00e7\u00e3o da vida dos centro-africanos\u201d (p. 163). A religi\u00e3o \u201cmoldava a cosmologia, a maneira de entender os acontecimentos no mundo e era ainda uma das formas primordiais de sociabilidade\u201d (p. 163).<\/p>\n<p>Essas religiosidades acreditavam que o universo \u00e9 caracterizado em seu estado normal pela harmonia, mas h\u00e1 tamb\u00e9m o desequil\u00edbrio que \u00e9 causado pela a\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos ou at\u00e9 de pessoas atrav\u00e9s da feiti\u00e7aria. Tamb\u00e9m acreditam na divis\u00e3o entre mundo dos vivos e mundo dos mortos.<\/p>\n<p>Para voltar ao equil\u00edbrio normal do mundo \u00e9 necess\u00e1rio cultuar os ancestrais e os g\u00eanios da natureza. Aquilo que provoca o mal, tamb\u00e9m pode trazer o bem, mas \u00e9 necess\u00e1rio cultuar de forma adequada. \u201cAs for\u00e7as espirituais que Diogo Rebolo estava cultuando deveriam promover o bem para a comunidade escrava que o cercava e, ao mesmo tempo, causar o mal aos seus senhores\u201d (p. 178\/9).<\/p>\n<p>Os l\u00edderes religiosos possuem habilidades sobrenaturais, conduzem os rituais e fazem a liga\u00e7\u00e3o da comunidade com o mundo dos esp\u00edritos. As mezinhas serviam para livrar ou curar feiti\u00e7o, mas tamb\u00e9m combatem ou previnem coisas ruins. O feiti\u00e7o \u00e9 o uso das for\u00e7as de outro mundo para benef\u00edcio pr\u00f3prio ou preju\u00edzo de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso que \u00e9 poss\u00edvel encontrar registros que evidenciam pr\u00e1ticas de envenenamento contra os senhores em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, o que os preocupavam muito. As pr\u00e1ticas de envenenamento n\u00e3o eram apenas contra os senhores, mas tamb\u00e9m eram forma de suic\u00eddio (o que tamb\u00e9m preocupava os senhores, j\u00e1 que para eles significava uma perda econ\u00f4mica). Essa quest\u00e3o se tornou t\u00e3o importante que em 10 de junho de 1835 passou a existir uma lei que previa que os escravos que envenenassem seus senhores seriam punidos severamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cultura e resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As descri\u00e7\u00f5es realizadas acima mostram que a heran\u00e7a africana foi fundamental na organiza\u00e7\u00e3o do plano de 1832 e at\u00e9 na determina\u00e7\u00e3o de quem seriam suas lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>Na Vila de Campinas tamb\u00e9m moravam escravizados que foram traficados de outras regi\u00f5es da \u00c1frica, no entanto, os que estavam envolvidos no plano vieram principalmente do centro-oeste africano. Uma hip\u00f3tese para explicar isso \u00e9 a proximidade cultural, pois os povos dessa regi\u00e3o possu\u00edam l\u00ednguas e pr\u00e1ticas religiosas parecidas.<\/p>\n<p>Os escravos que foram trazidos para Campinas n\u00e3o deixaram a sua bagagem cultural l\u00e1 no continente africano. Ao contr\u00e1rio, trouxeram para c\u00e1 toda essa bagagem e ela influenciou a forma como as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas foram estabelecidas e at\u00e9 como os movimentos de rebeldia foram organizados.<\/p>\n<p>A partir dessas constata\u00e7\u00f5es, \u00e9 interessante pensar em todas as poss\u00edveis influ\u00eancias da cultura africana em como a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o foi se desenvolvendo. No caso deste plano de insurrei\u00e7\u00e3o que tratamos, a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o da luta foi constru\u00edda com base na forma de organiza\u00e7\u00e3o do culto religioso. Mesmo com as proibi\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es senhoriais para que tanto escravizados quanto libertos n\u00e3o pudessem expressar sua religiosidade e suas cren\u00e7as, essas religiosidades e cren\u00e7as permaneceram vivas e serviram, inclusive, como uma esp\u00e9cie de recurso cultural para enfrentar o sistema escravocrata.<\/p>\n<p>O resgate dessa hist\u00f3ria nos inspira e admira ao ver tamanha organiza\u00e7\u00e3o e exemplos que s\u00e3o cotidianamente apagados da hist\u00f3ria. Embora o plano tenha sido descoberto, as armas e dinheiro n\u00e3o foram encontrados. Pirola destaca que \u201cN\u00e3o foram apenas os limites entre as propriedades que os escravos derrubaram [&#8230;] unindo diversas senzalas e duas cidades, mas a linha entre escravid\u00e3o e liberdade tamb\u00e9m foi ultrapassada\u201d (p. 243\/244).<\/p>\n<p>Como parte de contribuir para as discuss\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao povo negro enquanto sujeito e a luta contra a escravid\u00e3o, o racismo e o capitalismo, as Edi\u00e7\u00f5es Iskra\u00a0<a class=\"spip_out\" href=\"https:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/Live-de-lancamento-do-livro-Mulheres-negras-e-marxismo-no-dia-26-03-as-19h\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer external\">lan\u00e7aram o livro \u201cMulheres negras e marxismo\u201d<\/a>, organizado por Let\u00edcia Parks, Odete Assis e Carolina Cacau.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*fonte:\u00a0www.esquerdadiario.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contrariando a ideia de passividade difundida pela teoria da democracia racial e toda a opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica burguesa que apaga as<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6364,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-6363","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6363"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6363"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6363\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6365,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6363\/revisions\/6365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}