{"id":6653,"date":"2023-06-29T00:10:11","date_gmt":"2023-06-29T03:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=6653"},"modified":"2026-05-14T15:43:42","modified_gmt":"2026-05-14T18:43:42","slug":"domingos-sodre-um-sacerdote-africano-escravidao-liberdade-e-candomble-na-bahia-do-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/06\/29\/domingos-sodre-um-sacerdote-africano-escravidao-liberdade-e-candomble-na-bahia-do-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Domingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano: escravid\u00e3o, liberdade e candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6655 alignleft\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/D-Sodre-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/D-Sodre-200x300.jpg 200w, https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/D-Sodre.jpg 317w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>De africano escravizado a liberto na Bahia. Senhor de escravos e chefe de junta de alforria. Sacerdote de candombl\u00e9, sendo afamado babala\u00f4, e homem cat\u00f3lico, membro de irmandade negra. Essas s\u00e3o algumas facetas da vida de Domingos Sodr\u00e9, narradas pelo historiador Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis, conhecido especialista da escravid\u00e3o. Se a Bahia j\u00e1 possu\u00eda tradi\u00e7\u00e3o em estudos sobre o candombl\u00e9, o livro de Jo\u00e3o Reis apresenta uma nova perspectiva. Amparado em ampla pesquisa documental e utilizando a metodologia micro-hist\u00f3rica, o autor descortina a vida desse personagem, ao mesmo tempo em que analisa a forma\u00e7\u00e3o do Candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX. No cap\u00edtulo inicial, &#8220;A pol\u00edcia e os candombl\u00e9s no tempo de Domingos&#8221;, Reis apresenta ao leitor o aparato policial da Bahia oitocentista, respons\u00e1vel por reprimir as pr\u00e1ticas culturais dos africanos, em especial os batuques e principalmente o candombl\u00e9, visto pelas elites como um obst\u00e1culo \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o almejada na prov\u00edncia. Mas o perigo representado pelo candombl\u00e9 e sua supress\u00e3o n\u00e3o era ponto pac\u00edfico entre as autoridades. As pol\u00edticas de repress\u00e3o e permiss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s praticas religiosas de matriz africana foram pontos delicados. Como mostra o autor, &#8220;as autoridades policiais com frequ\u00eancia se desentendiam&#8221; (p. 25), e subdelegados eram ami\u00fade acusados de permissividade em rela\u00e7\u00e3o aos candombl\u00e9s que batiam alto sob seus olhos e ouvidos. Entretanto, outras autoridades estavam especialmente decididas a extinguir tais pr\u00e1ticas do seio da popula\u00e7\u00e3o, adotando uma linha dura contra os candombl\u00e9s. Temos como exemplos o chefe de pol\u00edcia Ant\u00f4nio de Freitas Henriques e o subdelegado da freguesia de S\u00e3o Pedro, Pomp\u00edlio Manoel de Castro, respons\u00e1veis pela pris\u00e3o de Domingos Sodr\u00e9 em 25 de junho de 1862. Mas a despeito da repress\u00e3o mais ferrenha de alguns personagens em particular, o candombl\u00e9 conseguiu sobreviver na Bahia oitocentista. Como explica Jo\u00e3o Reis, \u201ca toler\u00e2ncia constitu\u00eda um movimento discreto entre os envolvidos com o candombl\u00e9 e as Outros Tempos Volume 7, n\u00famero 10, dezembro de 2010 &#8211; Dossi\u00ea Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o 288 autoridades diretamente respons\u00e1veis pelo policiamento nos diversos distritos da cidade, fossem subdelegados ou inspetores de quarteir\u00e3o\u201d (p. 52), isto \u00e9, gente que lidava mais diretamente com os \u201csacerdotes, devotos e clientes\u201d. No cap\u00edtulo seguinte, \u201cDe africano em Onim a escravo na Bahia\u201d, Jo\u00e3o Reis narra as aventuras e desventuras de Domingos entre as duas margens do Atl\u00e2ntico, desde seu nascimento no final do s\u00e9culo XVIII na cidade de Onim (atual Lagos, Nig\u00e9ria), passando pelo conflito que envolveu os meio-irm\u00e3os Osinlokun e Adele pelo trono de Lagos, em 1823, at\u00e9 seu desembarque na Bahia. Domingos foi adquirido pelo coronel de mil\u00edcias Francisco Maria Sodr\u00e9 Pereira, vivendo durante esse per\u00edodo em escravid\u00e3o no engenho Trindade, no Rec\u00f4ncavo baiano, ao lado de uma maioria de escravos que, como ele, eram nag\u00f4s, o nome \u00e9tnico dado aos africanos falantes de iorub\u00e1, convivendo ainda com escravos de outras na\u00e7\u00f5es africanas. Embora n\u00e3o tenha encontrado informa\u00e7\u00f5es sobre essa \u00e9poca da vida do africano, o autor utiliza informa\u00e7\u00f5es referentes a outros escravos que trabalhavam nesse engenho para recriar a atmosfera em que vivia Domingos \u2013 recurso frequentemente utilizado pelo autor, como mostrarei adiante. A alforria de Domingos data de 1836, concedida ap\u00f3s a morte de seu senhor. E como liberto, Domingos teria agora de se adaptar mais uma vez \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es. A paran\u00f3ia que se seguiu ao levantes dos mal\u00eas (1835) tornou a vida dos africanos libertos \u2013 e dos nag\u00f4s, em particular \u2013 ainda mais dif\u00edcil, com o recrudescimento de medidas de controle, como a repress\u00e3o aos festejos e comemora\u00e7\u00f5es africanas, os chamados batuques. Diante de toda essa legisla\u00e7\u00e3o anti-africana, o autor conclui que \u201cquando se tratava de africano, uma linha t\u00eanue dividia a condi\u00e7\u00e3o de escravo daquela de liberto\u201d (p. 92). Domingos conseguiu negociar alguns espa\u00e7os de autonomia na sociedade escravista, o que lhe permitia atuar como adivinho. Esse \u00e9 o tema do cap\u00edtulo seguinte. No quilombo de Domingos \u2013 foi assim que as for\u00e7as policiais descreveram as moradias coletivas de africanos &#8211; as autoridades policiais encontraram \u201cdiversos objetos de feiti\u00e7aria\u201d. O autor descreve os objetos rituais encontrados na casa de Domingos \u2013 roupas, j\u00f3ias, panos-da-costa etc. -, mas presta especial aten\u00e7\u00e3o aos objetos de culto e seus significados. Esse, ali\u00e1s, \u00e9 um ponto alto do livro. A desenvoltura com que o autor navega na bibliografia africanista \u2013 e mais especificamente naquela referente \u00e0 religi\u00e3o tradicional dos orix\u00e1s, o \u00e8sin ib\u00edl\u00e8 \u2013 \u00e9 realmente not\u00e1vel. Gra\u00e7as a esse conhecimento e sensibilidade etnogr\u00e1fica, foi poss\u00edvel a Jo\u00e3o Reis imaginar \u2013 ou em seus pr\u00f3prios termos, \u201cadivinhar\u201d &#8211; o significado dos objetos rituais, a exemplo dos b\u00fazios, contas e \u201csantos de pau\u201d. Outros Tempos Volume 7, n\u00famero 10, dezembro de 2010 &#8211; Dossi\u00ea Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o 289 Domingos atuava principalmente como adivinho, \u201cbabala\u00f4\u201d, um sacerdote de If\u00e1, divindade da adivinha\u00e7\u00e3o, sendo provavelmente um maioral entre eles, um \u201cpapai\u201d, como se referia o jornal O Alabama aos l\u00edderes dos candombl\u00e9s. Ele sem d\u00favida adaptou e inovou certos procedimentos rituais na di\u00e1spora, embora mantivesse certas regras de adivinha\u00e7\u00e3o, que trouxe da \u00c1frica. Sua compet\u00eancia como babala\u00f4 seria testada pelos seus parentes de na\u00e7\u00e3o, os nag\u00f4s, \u201cacostumados com estavam a consultar constantemente adivinhos em suas pr\u00f3prias terras\u201d (p. 136). Domingos Sodr\u00e9 foi preso por sua pr\u00e1tica de adivinha\u00e7\u00e3o e suposta feiti\u00e7aria, cuja rela\u00e7\u00e3o \u00e9 analisada no cap\u00edtulo 4. O C\u00f3digo Criminal do Imp\u00e9rio n\u00e3o tinha uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre essas pr\u00e1ticas, vistas como \u201csupersti\u00e7\u00f5es\u201d no discurso desqualificador da \u00e9poca. Al\u00e9m disso, candombl\u00e9 e feiti\u00e7aria era uma combina\u00e7\u00e3o perigosa, pois atrav\u00e9s de sortil\u00e9gios os escravos adquiriam rem\u00e9dios para \u201camansar senhor\u201d e promoviam a alforria \u00e0 revelia senhorial \u2013 a principal chave na qual aparentemente atuava Domingos. Ap\u00f3s sua pris\u00e3o, Domingos teve de assinar um termo de obriga\u00e7\u00e3o no qual se comprometia a \u201cmudar de vida\u201d, abandonando a vida de \u201ccandombl\u00e9 e feiti\u00e7aria\u201d, sob pena de ser expulso para a \u00c1frica, dispositivo utilizado pelas autoridades para punir os africanos envolvidos em candombl\u00e9, sobretudo seus l\u00edderes. Alguns tiveram esse destino, como Grato e Gon\u00e7alo Para\u00edso. A liberta nag\u00f4 Constan\u00e7a do Nascimento tamb\u00e9m foi deportada para a \u00c1frica, mas n\u00e3o sem antes protestar bastante, levando o caso at\u00e9 o ministro da Justi\u00e7a. Apesar dessa ferrenha repress\u00e3o, o candombl\u00e9 conseguiu resistir, entre outras raz\u00f5es, gra\u00e7as ao recrutamento de gente poderosa, branca e \u201cengravatada\u201d. Em \u201cFeiti\u00e7aria e alforria\u201d, Jo\u00e3o Reis examina, atrav\u00e9s do processo movido por Domingos Sodr\u00e9 contra Elias Seixas, a atua\u00e7\u00e3o do papai enquanto chefe de uma junta de alforria, organiza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito que visava a libertar africanos escravizados. Era provavelmente baseada no esusu, institui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito iorub\u00e1. Sua atua\u00e7\u00e3o como chefe de junta de alforria \u00e9 exemplo do respeito e import\u00e2ncia enquanto l\u00edder religioso que Domingos usufru\u00eda entre outros africanos. Mas as atividades de Domingos, seja como adivinho ou como chefe de junta interferia num dom\u00ednio exclusivo dos senhores, a alforria, expediente fundamental da pol\u00edtica de controle paternalista, algo que preocupava as autoridades baianas. Na introdu\u00e7\u00e3o do livro, Jo\u00e3o Reis afirma que \u201co leitor perceber\u00e1 que nosso personagem sai frequentemente de cena para dar lugar ao seu mundo e a outros personagens que o povoam, atrav\u00e9s dos quais sua hist\u00f3ria \u00e9 em grande medida contada\u201d (p. 16). \u00c9 exatamente o que acontece no sexto cap\u00edtulo, \u201cUns amigos de Domingos\u201d. Nele, o autor narra a hist\u00f3ria de tr\u00eas africanos libertos, tamb\u00e9m envolvidos com candombl\u00e9: Manoel Joaquim Outros Tempos Volume 7, n\u00famero 10, dezembro de 2010 &#8211; Dossi\u00ea Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o 290 Ricardo, hauss\u00e1, envolvido com o tr\u00e1fico de escravos enquanto ainda era ele mesmo um cativo, tornando-se mais tarde um pr\u00f3spero comerciante e um dos libertos mais ricos da \u00e9poca; Cipriano Pinto, tamb\u00e9m hauss\u00e1, que teve seu candombl\u00e9 invadido em 1853 e terminou sendo levado para o Aljube e posteriormente deportado para a \u00c1frica. Por fim, Ant\u00e3o Pereira, liberto bem sucedido, mas que terminou preso no final de 1872 sob a acusa\u00e7\u00e3o de estupro, embora pesasse sobre ele tamb\u00e9m a fama de candomblezeiro. Terminou seguindo a sina de outros l\u00edderes de candombl\u00e9: a deporta\u00e7\u00e3o para a \u00c1frica. Os tr\u00eas casos refor\u00e7am a ideia de que os libertos lideravam o candombl\u00e9 oitocentista, talvez em virtude da mobilidade e capacidade de levantar recursos. Ademais, demonstram como as fronteiras \u00e9tnicas n\u00e3o impediam o contato entre as lideran\u00e7as, com a circula\u00e7\u00e3o de pais e m\u00e3es-de-santo de diferentes grupos \u00e9tnicos, como Domingos, nag\u00f4, Joaquim Ricardo e Cipriano Pinto, hauss\u00e1s, Mariquinhas Velludinho, jeje, e tantos outros. O cap\u00edtulo final, \u201cDomingos Sodr\u00e9, africano ladino e homem de bens\u201d, destrincha outras passagens da vida do liberto, como sua experi\u00eancia no gr\u00eamio cat\u00f3lico, embora n\u00e3o abandonasse sua atividade como sacerdote do candombl\u00e9. Domingos tinha as religi\u00f5es como complementares, e n\u00e3o como sincr\u00e9ticas. Embora nascido na outra margem do Atl\u00e2ntico, Domingos lutava para legitimar-se membro da na\u00e7\u00e3o brasileira, como se comprova pelo ato de vestir uma farda de veterano da independ\u00eancia no momento de sua pris\u00e3o. E assim como outros libertos, africanos ou n\u00e3o, Domingos tamb\u00e9m era senhor de escravos, embora fosse um pequeno escravista. Suas escravas eram todas nag\u00f4s como ele, tend\u00eancia comum entre os libertos, que escravizavam gente da mesma na\u00e7\u00e3o. Mas Reis questiona se realmente essas escravas eram \u201csua pr\u00f3pria gente\u201d, isto \u00e9, se ele escravizou gente vinda de Lagos ou n\u00e3o. Caso sim, ele abandonou certas regras africanas de escraviza\u00e7\u00e3o. Com o fim do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico de escravos, Domingos buscou novas atividades para investir, como os bens im\u00f3veis. Mas na d\u00e9cada de 1880, j\u00e1 velho e provavelmente doente, o liberto depositou certa quantia na Caixa Econ\u00f4mica, institui\u00e7\u00e3o financeira privada. Entretanto, ao morrer em 1887, com estimados noventa anos, n\u00e3o deixou muito para sua esposa Delfina, presa com ele em 1862. Ela morreria em agosto de 1888, na mis\u00e9ria, ap\u00f3s anos auxiliando seu marido, quem sabe at\u00e9 ritualmente. Em sua conclus\u00e3o, Jo\u00e3o Reis faz uma cr\u00edtica ao conceito de criouliza\u00e7\u00e3o, que poderia ser utilizado para definir a vida de Domingos Sodr\u00e9. Ele poderia ser ainda definido como \u201ccrioulo atl\u00e2ntico\u201d, outro termo consagrado na bibliografia internacional. Para substitu\u00ed-los, Jo\u00e3o prefere o uso da no\u00e7\u00e3o de ladiniza\u00e7\u00e3o. Na sociedade escravista, o ladino era o africano que j\u00e1 tinha aprendido a l\u00edngua e os costumes dos brancos, sem esquecer necessariamente seus Outros Tempos Volume 7, n\u00famero 10, dezembro de 2010 &#8211; Dossi\u00ea Hist\u00f3ria e Educa\u00e7\u00e3o 291 valores da \u00c1frica. Nesse sentido, o uso de ladiniza\u00e7\u00e3o serve para \u201ctodas as gera\u00e7\u00f5es de africanos natos que [&#8230;] tiveram com o tempo de adaptar, reinventar e criar de novo seus valores e pr\u00e1ticas culturais, al\u00e9m de assimilar muitos dos costumes locais, sob as novas circunst\u00e2ncias e sob a press\u00e3o da escravid\u00e3o deste lado do Atl\u00e2ntico\u201d (p. 317). E por sua grande capacidade de adaptar elementos culturais do mundo dos brancos \u00e0s pr\u00e1ticas que trouxe da \u00c1frica, negociando posi\u00e7\u00f5es e cultivando rela\u00e7\u00f5es dentro e fora da comunidade africana, Domingos era um mediador cultural, \u201cum perfeito ladino\u201d (p. 319). Depois de ler essa obra e escrever essa resenha, posso afirmar que estamos diante de um trabalho cuidadoso, na melhor tradi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria social, onde personagens se cruzam todo o tempo no universo social e cultural de Domingos Sodr\u00e9. O leitor encontrar\u00e1 profundidade anal\u00edtica, num texto que real\u00e7a as conex\u00f5es entre \u00c1frica e Brasil \u2013 uma tend\u00eancia nos estudos sobre a escravid\u00e3o -, sobretudo para os libertos como Domingos. H\u00e1 de acentuar tamb\u00e9m o trabalho etnogr\u00e1fico desenvolvido nesse livro, que buscou interpretar os significados dos objetos de culto relacionados ao biografado, bem como aos outros l\u00edderes do candombl\u00e9 na Bahia oitocentista. Aliado a esses aspectos, o texto apresenta uma narrativa leve e fluida, caracter\u00edstica presente em outros trabalhos de Jo\u00e3o Reis. Enfim, s\u00f3 nos resta agora aguardar e tentar adivinhar qual a pr\u00f3xima surpresa o autor ter\u00e1 a nos oferecer.<\/p>\n<h6>*pesquisa: Jose Lucas \/ Folha do Piraju\u00e7ara<\/h6>\n<h6>*fonte : (UFBA) (*) Carlos da Silva Jr., Professor Assistente, Universidade Estadual de Feira de Santana<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De africano escravizado a liberto na Bahia. Senhor de escravos e chefe de junta de alforria. 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