{"id":6660,"date":"2023-07-01T00:01:10","date_gmt":"2023-07-01T03:01:10","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=6660"},"modified":"2023-06-30T22:55:02","modified_gmt":"2023-07-01T01:55:02","slug":"quem-foi-maria-felipa-a-escravizada-liberta-que-combateu-marinheiros-portugueses-e-incendiou-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/07\/01\/quem-foi-maria-felipa-a-escravizada-liberta-que-combateu-marinheiros-portugueses-e-incendiou-navios\/","title":{"rendered":"Quem foi Maria Felipa, a escravizada liberta que combateu marinheiros portugueses e incendiou navios"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>O dia 2 de julho \u00e9\u00a0data mais emblem\u00e1tica da luta dos baianos pela independ\u00eancia do Brasil chega aos seus 200 anos em 2023. Nesse episodio destacamos o papel da negra Maria Felipa<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Nasceu escrava, mas depois de liberta colocou a liberdade como maior tesouro de sua vida, moradora da Ilha de Itaparica, negra, alta, desde cedo aprendeu a trabalhar como marisqueira, pescadora, trabalhadora bra\u00e7al que aprendeu na luta da capoeira a brincar e a se defender, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas, foi l\u00edder de um grupo de mais de 40 mulheres e homens de classes e etnias diferentes, onde vigiava a praia dia e noite a fortificando com trincheiras para prevenir a chegada do ex\u00e9rcito inimigo, e organizava o envio de alimentos para o interior da Bahia (rec\u00f4ncavo), atuando na luta pela liberta\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o portuguesa.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este trecho do livro\u00a0<em>Maria Felipa de Oliveira &#8211; Hero\u00edna da Independ\u00eancia da Bahia<\/em>, de Eny Kleyde Vasconcelos Farias, se refere a esta personagem no m\u00ednimo controversa da hist\u00f3ria baiana e brasileira.<\/p>\n<p>Praticamente n\u00e3o existem registros ou documentos hist\u00f3ricos que atestem a exist\u00eancia dela e de seus feitos. Mas 200 anos depois, ela continua viva na tradi\u00e7\u00e3o oral de Itaparica e de cidades do Rec\u00f4ncavo Baiano e nas comemora\u00e7\u00f5es da independ\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com o historiador Milton Moura, professor de Hist\u00f3ria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a tradi\u00e7\u00e3o popular situa Maria Felipa sempre ao lado das outras duas hero\u00ednas, Joana Ang\u00e9lica e Maria Quit\u00e9ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c805kwg1vwjo\">O filho de nordestino e abolicionista que patrocinou a ind\u00fastria vin\u00edcola ga\u00facha<\/a><\/p>\n<p>Fim do Mat\u00e9rias recomendadas<\/p>\n<p>A primeira a quem Moura se refere \u00e9 Joana Ang\u00e9lica de Jesus, superiora do Convento da Lapa, em Salvador, que foi assassinada por soldados portugueses que queriam invadir o local, no dia 8 de novembro de 1822, na Batalha de Piraj\u00e1.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 Maria Quit\u00e9ria de Jesus, a primeira mulher a ingressar nas For\u00e7as Armadas brasileiras e, que para isso, se disfar\u00e7ou de homem \u2014 cortou o cabelo, amarrou os seios e vestiu roupas masculinas \u2014 e se alistou como soldado Medeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maria Felipa teria nascido na Ilha de Itaparica em data incerta e morrido em 4 de julho de 1873. Chamada na \u00e9poca de Arraial da Ponta das Baleias, a ilha passou depois a ter o nome atual, que, em tupi, significa &#8220;cerca de pedra&#8221;, devido aos recifes de corais que a rodeiam. Ela tem 36 km de comprimento e uma superf\u00edcie de 180 km\u00b2, que abrigam 36 localidades.<\/p>\n<p>Segundo conta Eny Kleyde em seu livro, baseado principalmente em depoimentos orais de ilh\u00e9us atuais e obras de autores que a precederam &#8211; entre os quais Ubaldo Os\u00f3rio Pimentel (1883-1974), av\u00f4 do escritor Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro -, Maria Felipa, descendente de sudaneses, nasceu na Rua da Gameleira, no atual munic\u00edpio de Itaparica. Ela morou na regi\u00e3o de Beribeira e, depois, na Ponta das Baleias, num casar\u00e3o chamado &#8220;Convento&#8221;.<\/p>\n<p>Localizado pr\u00f3ximo \u00e0s principais edifica\u00e7\u00f5es, o &#8220;Convento&#8221; era uma resid\u00eancia de trabalhadores, na qual se alojavam pescadores, carpinteiros, marisqueiros, entre outros, conta Eny em seu livro.<\/p>\n<p>&#8220;Maria Felipa nasceu &#8216;provavelmente em 1799&#8217;, conforme registra Fernando Rebou\u00e7as, em publica\u00e7\u00e3o do Informativo Assabita [Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos da Biblioteca de Itaparica].&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com o historiador Pablo Antonio Iglesias Magalh\u00e3es, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), a personagem Maria Felipa apareceu pela primeira vez em letra de forma no livro\u00a0<em>A Ilha de Itaparica: Hist\u00f3ria e Tradi\u00e7\u00e3o<\/em>, escrito por Pimentel mais de um s\u00e9culo depois da guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o oral, no entanto, na guerra de independ\u00eancia da Bahia, Maria Felipa teria se destacado na defesa de Itaparica, quando os portugueses atacaram a ilha em 7 de janeiro de 1823.<\/p>\n<p>Segundo Laurentino Gomes, em seu livro\u00a0<em>1822<\/em>, que n\u00e3o tem nenhuma refer\u00eancia \u00e0 personagem, foi um grande ataque lusitano, com &#8220;40 barcas, dois brigues de guerra e lanchas canhoneiras contra a fortaleza de S\u00e3o Louren\u00e7o e o povoado&#8221;. Mas os baianos resistiram, no entanto, e depois de tr\u00eas dias de combates, derrotaram os inimigos.<\/p>\n<p>O professor de hist\u00f3ria da Am\u00e9rica, Rodrigo Lopes, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a ilha era um local estrat\u00e9gico para portugueses e baianos, pois est\u00e1 no caminho entre a foz do Rio Paragua\u00e7u e a Ba\u00eda de Todos os Santos, por onde entrava a maior parte dos v\u00edveres que abasteciam a cidade de Salvador.<\/p>\n<p>Por isso, ocupar Itaparica era condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para que os portugueses pudessem ter acesso a alimentos, que j\u00e1 n\u00e3o chegavam do sert\u00e3o por terra, pois os baianos, liderados por Pedro Labatut, general franc\u00eas contratado para comandar as tropas brasileiras, haviam formado uma barreira em Piraj\u00e1.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-62007314\">Por que a Bahia comemora a independ\u00eancia em 2 de julho<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;A inten\u00e7\u00e3o era matar a &#8216;marotada&#8217; de fome&#8221;, informa Lopes. A palavra &#8220;marotos&#8221; designava os portugueses colonialistas na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Foi neste contexto de guerra que Maria Felipa teria atuado e se destacado. Conta a tradi\u00e7\u00e3o que ela se alistou na Campanha da Independ\u00eancia, que reunia \u00edndios, negros livres e escravizados \u2014 africanos e brasileiros e at\u00e9 alguns portugueses, que eram a favor da independ\u00eancia do Brasil, e que organizavam a resist\u00eancia na ilha.<\/p>\n<p>Segundo Eny Kleyde narra em seu livro, na Campanha havia as &#8220;vedetas&#8221;, no sentido de sentinelas ou vigias, que, dia e noite, vigiavam barcos pr\u00f3ximos ou que vinham ao longe, com inten\u00e7\u00e3o de atacar a ilha.<\/p>\n<p>&#8220;Maria Felipa de Oliveira era l\u00edder das &#8216;vedetas&#8217;, observando as praias, as matas, os caminhos e subindo em outeiros, principalmente o do Bala\u00fastre e o da Josefa, que ficavam pr\u00f3ximos aos campos de guerra, para identificar os portugueses que desciam dos barcos para saquear&#8221;, diz a escritora em sua obra.<\/p>\n<p>Mas Maria Felipa tamb\u00e9m teria entrado em combate direto, durante a batalha de 7 de janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Ao contr\u00e1rio do que acontece com rela\u00e7\u00e3o a Joana Ang\u00e9lica e Maria Quit\u00e9ria, n\u00e3o dispomos de documentos de arquivo que atestem a exist\u00eancia e atua\u00e7\u00e3o dela&#8221;, ressalva Moura.<\/p>\n<p>&#8220;A tradi\u00e7\u00e3o popular vem, assim, completar a lacuna dos arquivos. Maria Felipa \u00e9 situada principalmente em dois eventos, sempre acontecidos na beira do mar&#8221;.<\/p>\n<p>O primeiro, continua Moura, \u00e9 a surra de cansan\u00e7\u00e3o (<em>Jatropha urens<\/em>), uma planta urticante que produz uma coceira intensa e que, com golpes vigorosamente desferidos, pode produzir queimaduras muito dolorosas, que Maria Felipa e suas companheiras teriam dado nos soldados portugueses.<\/p>\n<p>&#8220;A narrativa fala de um grupo de mulheres que come\u00e7aram a dan\u00e7ar na praia, de modo insinuante&#8221;, conta o historiador.<\/p>\n<p>&#8220;Quando os portugueses se aproximaram, elas teriam se lan\u00e7ado sobre eles com os molhos de cansan\u00e7\u00e3o ocultados sob os arbustos.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 outras vers\u00f5es sobre como elas esconderam os galhos da planta. Segundo uma delas, Maria Felipa e suas companheiras aproveitavam suas roupas largas para ocultar armas, principalmente peixeiras (facas), que usavam em seu trabalho. Elas tamb\u00e9m misturavam folhas de cansan\u00e7\u00e3o junto a flores e outros ramos comuns, que faziam com que parecessem apenas enfeitadas. Mas na verdade, estavam vestidas para matar.<\/p>\n<p>O segundo epis\u00f3dio citado por Moura \u00e9 o inc\u00eandio de navios portugueses causado por tochas, lan\u00e7adas de uma canoa conduzida por Maria Felipa e suas companheiras, impondo assim perdas \u00e0s tropas inimigas.<\/p>\n<p>O quadro\u00a0<em>Alegoria ao 7 de Janeiro<\/em>, de autoria de Mike Sam Chagas, professor da Escola de Belas Artes da UFBA, pintado em 2019, retrata a batalha de 7 de janeiro de 1823.<\/p>\n<p>Na obra, reproduzida acima, a personagem Maria Felipa aparece no centro, com uma blusa clara que deixa os ombros \u00e0 mostra e uma tocha acesa em uma das m\u00e3os.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0 sua esquerda, outra mulher empunha um ramo de ervas \u2014 justamente o cansan\u00e7\u00e3o&#8221;, descreve Moura.<\/p>\n<p>&#8220;Veem-se personagens \u00edndios, negros e brancos. No canto superior esquerdo, o Forte de S\u00e3o Louren\u00e7o, onde est\u00e1 guardado o quadro. No canto superior direito, os navios portugueses.&#8221;<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 provas hist\u00f3ricas destes dois epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 registros sobre a tal &#8216;sedu\u00e7\u00e3o&#8217; com dan\u00e7a&#8221;, diz o pesquisador independente itaparicano Felipe Peixoto Brito.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m do mais, considerando o clima de beliger\u00e2ncia, e profundo preconceito das tropas europeias (at\u00e9 mesmo contra brancos nascidos no Brasil), jamais dariam lugar a tal cena. A narrativa me parece recente, e fruto de um sexismo, em que uma mulher s\u00f3 poderia vencer homens em um confronto se valendo do desejo do seu corpo, de trai\u00e7\u00e3o ou de veneno.&#8221;<\/p>\n<p>No caso dos navios portugueses incendiados, Brito diz que, de fato, alguns foram queimados e destru\u00eddos pelas for\u00e7as itaparicanas, entrincheiradas ao longo de mais de 8 km entre a Praia do Mocambo, o povoado de Itaparica, e a praia de Amoreiras.<\/p>\n<p>&#8220;A ilha foi atacada por mais de 40 navios armados de diferentes tamanhos&#8221;, conta.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar da grande perda de soldados e marinheiros portugueses (cerca de 200, entre mortos e feridos), sabemos que o inc\u00eandio de todos eles n\u00e3o ocorreu, sendo fruto do exagero ou de confus\u00e3o narrativa, pois isso representaria um massacre vergonhoso e de grandes propor\u00e7\u00f5es para \u00e9poca.&#8221;<\/p>\n<p>Com outras palavras, \u00e9 o que tamb\u00e9m diz Magalh\u00e3es. Ele observa que, se uma \u00fanica embarca\u00e7\u00e3o tivesse sido destru\u00edda, seria necess\u00e1rio fazer os competentes relat\u00f3rios. Destruir dezenas delas colapsaria a marinha portuguesa da \u00e9poca, e os respons\u00e1veis por uma falha dessa natureza deveriam responder aos superiores ou comiss\u00e3o militar.<\/p>\n<p>&#8220;Uma \u00fanica canhoneira causou imensa como\u00e7\u00e3o ao atacar a vila de Cachoeira, em junho de 1822&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>&#8220;Considerado o estrago que dezenas de barcos poderiam realizar, deve-se ponderar o que representaria, \u00e0 \u00e9poca, a m\u00edtica a\u00e7\u00e3o de incendi\u00e1-los. Algu\u00e9m teria que responder pelo fiasco.&#8221;<\/p>\n<p>O historiador Jaime Nascimento \u00e9 mais radical sobre a exist\u00eancia de Maria Felipa.<\/p>\n<p>&#8220;Ela n\u00e3o existiu&#8221;, garante. &#8220;\u00c9 uma personagem de fic\u00e7\u00e3o criada pelo escritor itaparicano Ubaldo Os\u00f3rio, av\u00f4 de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro, que foi apropriada por segmentos do &#8216;Movimento Negro&#8217; e transformada em &#8216;Hero\u00edna da Independ\u00eancia&#8217; de forma bizarra e desonesta com a hist\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<p>Tendo existido ou n\u00e3o, e mesmo com a hist\u00f3ria praticamente desconhecida, Maria Felipa de Oliveira foi declarada, em 26 de julho de 2018, Hero\u00edna da P\u00e1tria Brasileira pela Lei Federal n\u00ba 13.697, tendo seu nome inscrito no\u00a0<em>Livro dos Her\u00f3is e Hero\u00ednas da P\u00e1tria<\/em>, que se encontra no Pante\u00e3o da P\u00e1tria e da Liberdade Tancredo Neves, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*pesquisado por: Jos\u00e9 Lucas (Folha do Piraju\u00e7ara)<\/p>\n<p>*fonte:\u00a0https:\/\/www.bbc.com\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 2 de julho \u00e9\u00a0data mais emblem\u00e1tica da luta dos baianos pela independ\u00eancia do Brasil chega aos seus 200<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-6660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6660"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6660"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6662,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6660\/revisions\/6662"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}