{"id":6786,"date":"2023-07-27T21:50:42","date_gmt":"2023-07-28T00:50:42","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=6786"},"modified":"2023-07-27T21:50:42","modified_gmt":"2023-07-28T00:50:42","slug":"adelina-a-charuteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/07\/27\/adelina-a-charuteira\/","title":{"rendered":"Adelina, a charuteira"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Voc\u00ea sabia que no Brasil dos anos 500, em uma \u00e9poca em que v\u00e1rios personagens hist\u00f3ricos uniam for\u00e7as para iniciar e fundamentar o movimento abolicionista, existia uma mulher negra conhecida como Adelina, a Charuteira, que desempenhou um importante papel na luta contra a escravid\u00e3o? Ficou curioso(a)? Vamos te contar essa hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascida em\u00a007 de abril de 1859, Adelina era filha da escrava Josepha Tereza da Silva, conhecida como Boca da Noite e do fazendeiro Jo\u00e3o Francisco da Luz. Adelita foi batizada, aprendeu a ler e a escrever, e foi criada na Casa Grande, por\u00e9m assim como sua m\u00e3e foi escrava dom\u00e9stica. Foi uma mulher escravizada, assim como sua m\u00e3e. N\u00e3o se sabe ao certo qual era a sua fun\u00e7\u00e3o dentre os escravos, por\u00e9m temos a informa\u00e7\u00e3o que Adelina era filha de um rico senhor e, sendo assim, cresceu com a promessa de um dia ser libertada. Apesar das promessas, passou boa parte de sua vida sendo escrava do pr\u00f3prio pai.<\/p>\n<p>Adelina sabia ler e escrever, habilidades incomuns e altamente desestimuladas, uma vez que a manuten\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o dependia principalmente da submiss\u00e3o dos escravizados, que n\u00e3o apresentavam condi\u00e7\u00f5es para questionar sua situa\u00e7\u00e3o. A sua m\u00e3e criou todos os filhos do senhor e, no leito de morte, recebeu a promessa que ele libertaria a filha assim que ela completasse 17 anos.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, o pai de Adelina empobreceu. Ele passou a fabricar charutos e, a partir de ent\u00e3o, Adelina tornou-se respons\u00e1vel pela venda, deslocando-se duas vezes por dia at\u00e9 a cidade, passando em cada um dos bares que encontrava pelo caminho. Al\u00e9m dos charutos, Adelina tamb\u00e9m vendia fumo aos transeuntes.<\/p>\n<p>Nas vezes que passava pelo Largo do Carmo, era abordada por estudantes do Liceu, que passaram a ser clientes. Enquanto fazia suas vendas, Adelina assistia aos com\u00edcios abolicionistas promovidos pelos estudantes do col\u00e9gio, tornando-se uma frequentadora ass\u00eddua e parte do movimento.<\/p>\n<p>O conhecimento que Adelina possu\u00eda da cidade e sua facilidade em transitar sem levantar suspeitas, uma vez que andava de rua em rua vendendo fumo, acabou por ser um trunfo para o movimento abolicionista. A charuteira observava e antecipava as a\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia, conhecia suas rotas e se certificava de avisar os integrantes do movimento caso notasse qualquer amea\u00e7a. Ela era respons\u00e1vel por enviar informa\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias dos escravistas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Clube dos Mortos, que escondia escravos e promovia suas fugas.<\/p>\n<p>Sua atua\u00e7\u00e3o como uma mulher negra que lutou contra a escravid\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 reconhecida por uma boa parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira. O seu nome foi invisibilizado na hist\u00f3ria nacional, assim como muitos outros, devido ao racismo e ao machismo daqueles que det\u00eam a narrativa.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa: Jose Lucas\/ Folha do Piraju\u00e7ara<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte : <a href=\"https:\/\/blog.gft.com\/br\/2020\/11\/25\/adelina-a-charuteira\/\">Adelina, a charuteira | Blog GFT Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que no Brasil dos anos 500, em uma \u00e9poca em que v\u00e1rios personagens hist\u00f3ricos uniam for\u00e7as para iniciar<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6787,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-6786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6786"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6788,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6786\/revisions\/6788"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}