{"id":6938,"date":"2023-08-14T22:00:20","date_gmt":"2023-08-15T01:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=6938"},"modified":"2023-08-14T16:40:17","modified_gmt":"2023-08-14T19:40:17","slug":"benedita-damasia-e-ignacia-tres-mulheres-escravizadas-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/08\/14\/benedita-damasia-e-ignacia-tres-mulheres-escravizadas-no-parana\/","title":{"rendered":"Benedita, Dam\u00e1sia e Ign\u00e1cia \u2013 tr\u00eas mulheres escravizadas no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">L\u00e1 na \u00famida senzala,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Sentado na estreita sala,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Junto ao braseiro, no ch\u00e3o,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Entoa o escravo o seu canto,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E ao cantar correm-lhe em pranto<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Saudades do seu torr\u00e3o \u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">De um lado, uma negra escrava<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Os olhos no filho crava,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Que tem no colo a embalar\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E \u00e0 meia voz l\u00e1 responde<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ao canto, e o filhinho esconde,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Talvez pra n\u00e3o o escutar!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cMinha terra \u00e9 l\u00e1 bem longe,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Das bandas de onde o sol vem;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Esta terra \u00e9 mais bonita,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Mas \u00e0 outra eu quero bem!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Castro Alves<\/strong><\/p>\n<p>Dados permanentes sobre a quantidade de pessoas escravizadas no Brasil apareceram apenas na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, com a elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de recenseamentos, as chamadas listas nominativas de habitantes. Em 1798, o estado do Paran\u00e1 ganha um censo reunindo informa\u00e7\u00f5es de Antonina, Guaratuba, Paranagu\u00e1, Castro, Curitiba, Lapa e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, isto \u00e9, de todas as localidades ent\u00e3o existentes. Foram relacionados 4.273 cativos dentro de uma popula\u00e7\u00e3o de 20.999 pessoas, o que representava cerca de 20 % dos habitantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados sobre a quantidade de mulheres escravizadas, mas eram muitas, talvez metade das pessoas mantidas em cativeiro.<\/p>\n<p>Elas tamb\u00e9m estavam fadadas \u00e0 viol\u00eancia dispensada aos cativos, com o agravante da sexual, flagelo recorrente sob a trato de seus senhores.<\/p>\n<p>Muitas sonharam com a liberdade. Organizaram revoltas, protagonizaram fugas e recorreram \u00e0 justi\u00e7a para sessar a viol\u00eancia que lhes era infligida. Tantas n\u00e3o conseguiram e, infelizmente agravaram seus supl\u00edcios. Este artigo traz a hist\u00f3ria de tr\u00eas delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Benedita<\/strong><\/p>\n<p>Benedita chegou quase nua \u00e0 casa do juiz municipal da Vila de Castro, no interior do Paran\u00e1. As roupas rasgadas grudavam no sangue que fugia das costas. Estas, assim como outros lugares de seu corpo, estavam cobertas de lacera\u00e7\u00f5es. Sulcos eram vis\u00edveis nos ombros, peito, pesco\u00e7o. \u00a0O bra\u00e7o direito aleijado por uma grande cicatriz de queimadura, assim como o joelho direito.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o da preta, mulher escravizada desde o ventre da m\u00e3e e que cambaleava na soleira na porta, tomou de horror o escriv\u00e3o, que relatou a cena no processo:<\/p>\n<p><em>\u201cAcaba de apresentar-se em quase completa nudez, a preta Benedita, com o bra\u00e7o direito aleijado de uma grande queimadura cicatrizada, com outra tamb\u00e9m cicatrizada no joelho direito e com as costas e outros lugares do corpo inteiramente cortados de in\u00fameras cicatrizes [\u2026] mais um desumano e b\u00e1rbaro castigo, que segundo a mesma infeliz tem lhe sido infligido pelos seus senhores\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Benedita era escrava de Luis Carneiro Ara\u00fajo, morador no Socav\u00e3o, distrito da ent\u00e3o Vila de Castro, no interior do estado.<\/p>\n<p>Era dez de setembro de 1861 quando ela dirigiu-se \u00e0 casa do juiz Domingos Martins de Ara\u00fajo, para prestar queijas do seu senhor. Na presen\u00e7a do escriv\u00e3o, relatou que por diversas vezes seu senhor havia praticado castigos violentos e que naquele dia havia sido castigada atrozmente por n\u00e3o fazer um servi\u00e7o que dependia de muita for\u00e7a.<\/p>\n<p>Benedita tinha cerca de 30 anos. Era solteira. N\u00e3o sabia ler nem escrever. N\u00e3o possu\u00eda of\u00edcio especializado, possivelmente desempenhava as diversas atividades que seus senhores exigiam. N\u00e3o se sabe se Benedita dividia o cativeiro com outros escravizados, por\u00e9m, a explora\u00e7\u00e3o excessiva da m\u00e3o de obra cativa fazia parte de seu cotidiano.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia dos donos de escravizados preocupava a Coroa Portuguesa. N\u00e3o porque essa se apiedasse das costas pretas que eram penalizadas diariamente, mas porque um escravizado que muito apanhava um dia poderia se revoltar e fugir, ou organizar uma fuga em massa. E cativos fugidos eram preju\u00edzo \u00e0 economia escravocrata.<\/p>\n<p>Por isso Benedita recorreu ao juiz da Vila. Do dia da den\u00fancia \u00e0 autua\u00e7\u00e3o foram mais de cinco meses. Era 25 de fevereiro de 1862 quando Benedita foi convocada para prestar novos depoimentos. Na ocasi\u00e3o reafirmou que sofria castigos violentos e declarou que:\u00a0<em>\u201cV\u00e1rias pessoas assistiam os castigos\u2026 que foi castiga v\u00e1rias vezes, de manh\u00e3 e \u00e0 tarde em diferentes \u00e9pocas. Que a les\u00e3o da m\u00e3o e do joelho foi porque apanhou tanto e deu-lhe um ataque e caiu no fogo. Que teve uma crian\u00e7a a pouco tempo, mas morreu, bem pequena, sem estar batizada. E que toda a vizinhan\u00e7a sabe desses maus-tratos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>As pessoas assistiam aos maus tratos e castigos desmedidos, mas sem intervir. \u00a0Luis Carneiro Ara\u00fajo tamb\u00e9m prestou depoimento e na ocasi\u00e3o afirmou que:<\/p>\n<p><em>\u201cSabe que est\u00e1 sendo acusado por uma escrava, de ter sido surrada. Que por diversas vezes tinha castigado sua escrava e que sempre com modera\u00e7\u00e3o. Que a escrava n\u00e3o era desobediente, mas fujona, saindo de casa sem causa, mas que nunca aplicava castigos rigorosos. Que sempre recebera em casa quando vinha apadrinhada sem lhe administrar castigo algum. Que as vezes castigava a escrava com relhada quando era preciso\u201d.<\/em><\/p>\n<p>E em 25 de fevereiro de 1862, ap\u00f3s decis\u00e3o do tribunal de j\u00fari, sentenciou-se o veredito final. O juiz Domingos Martins de Ara\u00fajo optou em acatar a decis\u00e3o do j\u00fari, ou seja, absolveu Luis Carneiro de Ara\u00fajo. Os autos do processo afirmam que o tribunal do j\u00fari absolveu \u201cpor unanimidade de votos que o r\u00e9u n\u00e3o pregou castigos brutais e rigorosos a escrava\u201d.<\/p>\n<p>Na documenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o consta o que aconteceu com Benedita, mas provavelmente voltou ao julgo do seu senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Dam\u00e1sia<\/strong><\/p>\n<p>Era abril de 1850 e Dam\u00e1sia vivia na Vila de Castro como escrava de Ignacia Maria. Tinha cerca de 20 anos, era solteira e tinha um filho, o pequeno Jo\u00e3o. As mulheres escravizadas da sua \u00e9poca, al\u00e9m dos afazeres nas lidas di\u00e1rias eram encarregadas de gestar filhos cativos aos seus senhores, possibilitando a perpetua\u00e7\u00e3o do sistema escravista. Nascer escrava numa sociedade governada por homens n\u00e3o era nada f\u00e1cil, principalmente para uma mulher como Dam\u00e1sia que desejava impor suas pr\u00f3prias vontades e livrar-se das subordina\u00e7\u00f5es senhoriais.<\/p>\n<p><em>assim como outros lugares de seu corpo, estavam cobertas de lacera\u00e7\u00f5es. Sulcos eram vis\u00edveis nos ombros, peito, pesco\u00e7o. \u00a0O bra\u00e7o direito aleijado por uma grande cicatriz de queimadura, assim como o joelho direito.<\/em><\/p>\n<p>Assim como Benedita, Dam\u00e1sia sobrevivia na sociedade oitocentista castrense que era constitu\u00edda por diversos sujeitos, dos quais, viajantes que permaneciam por l\u00e1 durante um curto per\u00edodo de tempo, os ricos fazendeiros (detentores de poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico), sitiantes, trabalhadores pobres, cativos e assalariados.<\/p>\n<p>Dam\u00e1sia, apesar da condi\u00e7\u00e3o de escravizada, era tomada de sonhos. Entre eles, o de ser livre. Viver longe da chibata, criar o filho com dignidade, viver um grande amor\u2026<\/p>\n<p>E foi assim, tomada de sonhos e esperan\u00e7a, que fugiu da casa de sua senhora. Na noite de 12 para o dia 13 de abril de 1850, quando todos encontravam recolhidos em seus aposentos a cativa agarrou pelo bra\u00e7o o filho e partiram rumo ao desconhecido. Pela manh\u00e3, na casa de Ignacia Maria a aus\u00eancia da escrava foi notada. E a not\u00edcia do sumi\u00e7o dos dois se espalhou entre a vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com os registros dos Autos de Interrogat\u00f3rio, Dam\u00e1sia, quando deixou a casa de sua senhora com o menino,\u00a0<em>\u201ctomou os caminhos dos matos na dire\u00e7\u00e3o por onde seguia o rio Iap\u00f3 e emaranhou-se mata a dentro e por l\u00e1 ficou com o filho Jo\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Dam\u00e1sia caminhou com o pequeno Jo\u00e3o por dois dias, buscando a seguran\u00e7a da mata fechada. No peito, um misto de esperan\u00e7a e medo. Uma menina que, no auge dos 20 anos, carregava o desejo de dias melhores.<\/p>\n<p>Mas, o destino se encarregou de dar cabo \u00e0s suas esperan\u00e7as. Enquanto se embrenhava pela mata o pequeno Jo\u00e3o foi picado por uma cobra e morreu nos bra\u00e7os da m\u00e3e. Desesperada, fugitiva, perdida. Seus gritos devem ter ecoado por toda a floresta. Sem saber o que fazer, quase enlouquecida, atirou o corpo da crian\u00e7a no rio e voltou para a casa de sua senhora.<\/p>\n<p>Era 16 de abril de 1850 quando Dam\u00e1sia retornou. Ignacia Maria, ao saber da morte do pequeno Jo\u00e3o n\u00e3o hesitou em informar as autoridades locais do paradeiro da cativa fujona e pediu que fosse feito buscas no rio Iap\u00f3 para encontrar o cad\u00e1ver do escravinho. \u00a0Ainda solicitou que o juiz interrogasse a escrava, pois esta deveria esclarecer \u00e0 justi\u00e7a detalhes a respeito da morte do menor. Suspeitas eram lan\u00e7adas que Dam\u00e1sia tivesse assassinado o pr\u00f3prio filho.<\/p>\n<p>Conforme o desejo da senhora Ignacia Maria, os peritos fizeram buscas em torno o local descrito pela escrava Dam\u00e1sia, por onde estivera com o filho e assim o\u00a0<em>\u201ccad\u00e1ver do menino foi localizado em estado de decomposi\u00e7\u00e3o nas \u00e1guas do rio Iap\u00f3\u201d<\/em>, o que de acordo com dados nos Autos do Interrogat\u00f3rio, n\u00e3o possibilitou ser levado \u00e0 cidade, tendo que ser diretamente conduzido ao cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Seis meses haviam se passado da morte do menino quando Dam\u00e1sia foi convocada a comparecer ao interrogat\u00f3rio judicial. Era 16 de outubro do mesmo ano. Nessa data foi questionada a respeito das rela\u00e7\u00f5es com sua senhora, dos motivos de sua fuga e das causas que levaram \u00e0 morte de seu filho. A interrogada declarou que ainda estava sofrendo por conta da morte da crian\u00e7a. Que a mesma havia fugido sem motivos, pois, n\u00e3o era maltratada pela sua senhora e que o pequeno Jo\u00e3o foi mordido por cobra e morreu.<\/p>\n<p>T\u00e3o grande era o sofrimento demonstrado por Dam\u00e1sia que o Juiz Municipal Antonio Nunes Correa declarou que a escrava n\u00e3o era a autora da morte do menor, pois a mesma \u201csofria de sentimentos de humanidade\u201d. E assim para a justi\u00e7a se encerrava o caso da fuga dessa escrava e da morte de seu filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ign\u00e1cia<\/strong><\/p>\n<p>Ign\u00e1cia era uma mulher escravizada nascida nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, em Guarapuava. \u00a0Viveu nas terras de seu senhor desde seu nascimento at\u00e9 sua venda, aos 30 anos de vida, aproximadamente. Nessa idade tinha tido dois filhos e era casada. A venda para um novo senhor deu possibilidades \u00e0 Ign\u00e1cia e seu marido, provavelmente pessoa livre ou liberta, de negociarem condi\u00e7\u00f5es para a compra da t\u00e3o sonhada liberdade.<\/p>\n<p>Assim, ficou estipulado que o casal trabalharia alguns anos e no fim destes Ign\u00e1cia seria livre. Ainda no cativeiro ela engravidou novamente e deu \u00e0 luz a um menino que recebeu o nome de Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Logo acaba o per\u00edodo que eles teriam que trabalhar para conseguir a liberdade de Ign\u00e1cia. A alforria havia sido alcan\u00e7ada. Por\u00e9m, seu senhor lhe nega a liberdade. Sentindo-se tra\u00eddo seu marido busca na cidade o cumprimento do contrato estabelecido. Procura a pol\u00edcia, mas est\u00e1 nada pode resolver a n\u00e3o ser deposit\u00e1-la em poder de terceiros at\u00e9 a resolu\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na senzala, o escravagista decide se vingar pela insol\u00eancia do marido de Ign\u00e1cia e ela e o filho s\u00e3o duramente castigados. O pequeno escravo sofre demais, o flagelo imposto a ele arrancaria urina de um adulto.<\/p>\n<p><em>T\u00e3o grande era o sofrimento demonstrado por Dam\u00e1sia que o Juiz Municipal Antonio Nunes Correa declarou que a escrava n\u00e3o era a autora da morte do menor, pois a mesma \u201csofria de sentimentos de humanidade\u201d. E assim para a justi\u00e7a se encerrava o caso da fuga dessa escrava e da morte de seu filho.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o aguentando mais ver o filho castigado Ign\u00e1cia o pega e foge. Ganha o mundo, se escondendo meses em um lugar, meses em outro. Quatro anos se passam quando um capit\u00e3o-do-mato a encontra em Campo Largo, hoje Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba a 229 quil\u00f4metros da fazenda de seu senhor.<\/p>\n<p>O Capit\u00e3o lhe diz que a levar\u00e1 de volta \u00e0 casa do algoz. Um retorno aos castigos. Longe do marido, na condi\u00e7\u00e3o de fugida, com o filho pequeno, as penas que a esperavam, e o pior, que esperam seu filho, eram inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>Encurralada ela se lembra das sev\u00edcias e do sofrimento e prev\u00ea o castigo que os aguarda. Num momento de loucura, ou quem sabe de extrema sanidade, pega uma foice e desfere dois golpes certeiros na cabe\u00e7a do filho. O pequeno n\u00e3o resiste aos ferimentos e morre ali, na frente da m\u00e3e e sob os olhos horrorizados do capit\u00e3o-do-mato.<\/p>\n<p>Interrogada, mais tarde, Ign\u00e1cia diz ter matado o filho para n\u00e3o v\u00ea-lo sofrer no cativeiro.<\/p>\n<p>Seu destino, n\u00e3o se sabe\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisa:\u00a0 Jose Lucas (Folha do Piraju\u00e7ara)<\/p>\n<p>Link: <a href=\"https:\/\/paragrafo2.com.br\">https:\/\/paragrafo2.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00e1 na \u00famida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no ch\u00e3o, Entoa o escravo o seu canto, E<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-6938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6938"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6938"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6940,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6938\/revisions\/6940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}