{"id":7015,"date":"2023-08-29T22:00:56","date_gmt":"2023-08-30T01:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=7015"},"modified":"2023-09-01T14:57:05","modified_gmt":"2023-09-01T17:57:05","slug":"margarida-alves-a-paraibana-que-enfrentou-donos-de-terra-e-deixou-um-dos-maiores-legados-de-luta-pela-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/08\/29\/margarida-alves-a-paraibana-que-enfrentou-donos-de-terra-e-deixou-um-dos-maiores-legados-de-luta-pela-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"Margarida Alves: a paraibana que enfrentou donos de terra e deixou um dos maiores legados de luta pela Reforma Agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nascida em 5 de mar\u00e7o de 1932, filha de camponeses e descendente de ind\u00edgenas (por parte do pai Manuel Louren\u00e7o Alves) e de negros (por parte da m\u00e3e In\u00e1cia Alexandrina Concei\u00e7\u00e3o), Margarida teve a pr\u00f3pria vida \u2013 e dos seus \u2013 sob amea\u00e7a permanente, vindo a ser assassinada aos 51, 5 meses e 7 dias de vida em 12 de agosto 1983.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Margarida Maria Alves<\/strong> foi uma trabalhadora rural e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sindicalismo\">sindicalista<\/a>\u00a0<u>paraibana<\/u> defensora dos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direitos_humanos\">Direitos Humanos<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direito_do_trabalho\">Trabalhistas<\/a>\u00a0dos trabalhadores do campo. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de dire\u00e7\u00e3o sindical no pa\u00eds.\u00a0Seu nome e sua hist\u00f3ria de luta inspiraram a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marcha_das_Margaridas\">Marcha das Margaridas<\/a>, que foi criada em 2000.<\/p>\n<p>Foi durante o Regime Militar do general <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Em%C3%ADlio_Garrastazu_M%C3%A9dici\"><strong>Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici<\/strong><\/a><strong>, que se formalizou a cria\u00e7\u00e3o\u00a0 do sindicato dos \u00a0trabalhadores rurais de alagoa grande. Nesse per\u00edodo, margarida conheceu Severino Casemiro Alves, com quem se casou em 26 de novembro de 1971,conforme a certid\u00e3o de casamento <\/strong><strong>n\u00ba3.834,celebrado pelo juiz Dr. Amaury Ribeiro de Barros (segundo dados contidos na copia da certid\u00e3o de casamento fornecido \u00e1\u00a0 nossa pesquisa por Jos\u00e9 Arimat\u00e9ia Alves, filho \u00fanico do casal<\/strong><\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo em que esteve \u00e0 frente do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sindicato\">Sindicato<\/a>\u00a0local de sua cidade, foi respons\u00e1vel por mais de cem a\u00e7\u00f5es trabalhistas na justi\u00e7a do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direito_trabalhista\">Direitos Trabalhistas<\/a>\u00a0no estado da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Para%C3%ADba\">Para\u00edba<\/a>\u00a0durante a ditadura militar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Morte\">Postumamente<\/a>, recebeu o\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pax_Christi_Internacional\">Pr\u00eamio Pax Christi Internacional<\/a>\u00a0em\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1988\">1988<\/a>.\u00a0Todos os anos, na semana que antecede o dia 12 de agosto, na cidade de Alagoa Grande, a popula\u00e7\u00e3o traz \u00e0 tona a mem\u00f3ria da sindicalista, que foi a precursora feminina na Para\u00edba na defesa dos direitos de trabalhadoras e trabalhadores do campo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Milit\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Margarida Maria Alves era filha mais nova de uma fam\u00edlia de nove irm\u00e3os e viveu no Sitio Jacu, zona rural de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alagoa_Grande\">Alagoa Grande<\/a>\u00a0at\u00e9 os 22 anos de idade. Por\u00e9m, ao serem expulsos da terra por grandes\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Latifundi%C3%A1rios\">latifundi\u00e1rios<\/a>, a fam\u00edlia de Margarida teve que ir morar na periferia de Alagoa Grande . Sendo assim, ela carregava a quest\u00e3o das terras desde cedo. Margarida nunca conseguiu estudar, foi completar a quarta s\u00e9rie do Ensino Fundamental mais velha do que a m\u00e9dia de escolaridade comum.<\/p>\n<p>Tornou-se Presidente do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sindicato\">Sindicato<\/a>\u00a0dos Trabalhadores Rurais de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alagoa_Grande\">Alagoa Grande<\/a>, em 1973, aos 40 anos. Foi uma das primeiras mulheres a assumir um cargo de dire\u00e7\u00e3o sindical no Brasil e uma grande ativista pelos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direitos_humanos\">Direitos humanos<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direitos_trabalhistas\">trabalhistas<\/a>\u00a0no pa\u00eds. A militante esteve \u00e0 frente na luta pelos direitos b\u00e1sicos dos trabalhadores rurais em Alagoa Grande, como\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carteira_de_trabalho\">carteira de trabalho<\/a>\u00a0assinada,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/13%C2%BA_sal%C3%A1rio\">13\u00ba sal\u00e1rio<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jornada_de_trabalho\">jornada de trabalho<\/a>\u00a0de oito horas di\u00e1rias,\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/F%C3%A9rias\">f\u00e9rias<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Licen%C3%A7a_maternidade\">licen\u00e7a maternidade<\/a>. Tamb\u00e9m lutava para que os trabalhadores pudessem cultivar suas pr\u00f3prias terras e pelo direito do fim do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Trabalho_infantil\">trabalho infantil<\/a>\u00a0nas lavouras e\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Canavial\">canaviais<\/a>, para que essas crian\u00e7as pudessem estudar. Durante sua gest\u00e3o sindical, criou um programa de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alfabetiza%C3%A7%C3%A3o\">alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0de adultos, inspirado na pedagogia de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paulo_Freire\">Paulo Freire<\/a>, voltado aos\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Trabalhador\">trabalhadores<\/a>. Tamb\u00e9m foi a respons\u00e1vel por mover mais de 100\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A%C3%A7%C3%A3o_trabalhista\">a\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0na\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Justi%C3%A7a_do_Trabalho_do_Brasil\">Justi\u00e7a do Trabalho<\/a>\u00a0de Alagoa Grande, enfrentanto os interesses de grandes propriet\u00e1rios de terras e usineiros de a\u00e7\u00facar &#8211; particularmente, os donos da Usina Tanques.\u00a0No ano de sua morte, em 1983, tramitavam cerca de 72 a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a do trabalho local, segundo dados do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minist%C3%A9rio_P%C3%BAblico_no_Brasil\">Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/a>.<\/p>\n<p>Margarida \u00e9 um dos maiores nomes da luta sindical no Brasil. Foi no seu discurso no\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dia_do_Trabalho\">Dia do Trabalho<\/a>, celebrado no dia 1\u00ba de maio de 1983, que ela pronunciou uma das suas frases mais famosas: &#8220;Da luta eu n\u00e3o fujo. \u00c9 melhor morrer na luta do que morrer de fome&#8221;. Tr\u00eas meses depois, Margarida seria assassinada na porta de sua casa.\u00a0Mas, ao contr\u00e1rio do que poderiam supor seus assassinos, sua morte deu maior for\u00e7a de mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores rurais de todo o Brasil e resultou na cria\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marcha_das_Margaridas\">Marcha das Margaridas<\/a>, um evento anual de grande visibilidade, sendo, possivelmente, a mais not\u00e1vel express\u00e3o da luta por direitos das trabalhadoras brasileiras.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cprefiro morrer na luta do que morrer na fome\u2019\u2019<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cE voc\u00eas fiquem certos de que n\u00e3o fugimos da luta. \u00c9 mais f\u00e1cil saber que tombamos do que dizer que n\u00f3s corremos\u201d. Eram estas as constantes palavras de Margarida em seus discursos. Em rep\u00fadio \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da entrada nas propriedades rurais, Margarida deixava claro que quem estava invadindo os direitos dos trabalhadores, ao n\u00e3o pagar o 13\u00ba sal\u00e1rio, eram os propriet\u00e1rios. A luta era por aquilo que pertencia aos trabalhadores, direitos trabalhistas, \u201cporque entendo que \u00e9 melhor morrer na luta do que morrer de fome\u201d.<\/p>\n<p>Margarida Maria Alves foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983, na \u00e9poca com 50 anos, com um tiro de espingarda calibre 12, no rosto, na frente de sua casa, em Alagoa Grande, Para\u00edba (PB). A militante j\u00e1 vinha recebendo uma s\u00e9rie de amea\u00e7as de morte por telefonemas e cartas, mas, foi naquela tarde de agosto que Margarida foi alvejada no rosto ao atender a porta \u2013 enquanto seu marido a acompanhava e seu filho de 8 anos brincava na cal\u00e7ada \u2013 que as amea\u00e7as realmente se concretizaram. Margarida atendeu a porta e o homem perguntou &#8220;\u00e9 a Dona Margarida?&#8221;, e ela respondeu &#8220;sou&#8221;, segundos antes de levar o tiro. Grandes fazendeiros da regi\u00e3o haviam contratado um assassino de aluguel &#8211; segundo dados no Minist\u00e9rio P\u00fablico, no ano de 1983, Margarida estava movendo cerca de 72 processos na Justi\u00e7a do Trabalho contra fazendeiros e usineiros.<\/p>\n<p>O crime teve grande repercuss\u00e3o nacional e internacional, chegou a ser denunciado \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos. Dois anos depois de sua morte, o Minist\u00e9rio P\u00fablico denunciou tr\u00eas pessoas que poderiam estar associadas ao crime: Ant\u00f4nio Carlos Regis, visto como um ponto focal dos fazendeiros da regi\u00e3o e os irm\u00e3os Amauri e Amaro Jos\u00e9 do Rego, que teriam sido, de fato, os executores. Em 1988, tr\u00eas anos ap\u00f3s a den\u00fancia realizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, Ant\u00f4nio Carlos Regis foi absolvido por falta de provas. Em 1995, o Minist\u00e9rio P\u00fablico realizou uma nova acusa\u00e7\u00e3o de outros fazendeiros como mandantes do assassinato: Aguinaldo Veloso Borges, Zito Buarque, Bet\u00e2neo Carneiro e Edgar Paes de Ara\u00fajo. Apenas Zito Ara\u00fajo passou pelo processo, ficou preso durante tr\u00eas meses e, em 2001, foi absolvido. O crime pol\u00edtico nunca foi resolvido.<\/p>\n<p>A casa simples em que ela morava foi comprada pela Prefeitura Municipal de Alagoa Grande e virou museu em 26 de agosto de 2001. Na fachada do local est\u00e1 escrito sua frase mais famosa, que virou s\u00edmbolo da luta sindical no Brasil: \u201cDa luta n\u00e3o fujo. \u00c9 melhor morrer na luta do que morrer de fome.\u201d\u00a0\u00a0Abaixo de uma das janelas da resid\u00eancia tem uma placa escrito &#8220;Aqui foi assassinada em 12-08-1983 a l\u00edder sindical Margarida Maria Alves&#8221;. Dentro do im\u00f3vel, em letras garrafais na cor preta, est\u00e1 escrito &#8220;Da luta eu n\u00e3o fujo&#8221;.<\/p>\n<p>Desde 2012,\u00a0o dia 12 de agosto foi institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.641, como Dia Nacional dos Direitos Humanos, em refer\u00eancia \u00e0 data do assassinato de Margarida Alves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Marcha das Margaridas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A luta e as a\u00e7\u00f5es de Margarida Maria Alves inspiraram a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marcha_das_Margaridas\">Marcha das Margaridas<\/a>, manifesta\u00e7\u00e3o realizada por mulheres trabalhadoras rurais brasileiros desde 2000, que integra a agenda permanente do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Movimento_Sindical_de_Trabalhadores_e_Trabalhadoras_Rurais&amp;action=edit&amp;redlink=1\">Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais<\/a>\u00a0(MSTTR). O movimento prop\u00f5e visibilidade, reconhecimento social e pol\u00edtico e cidadania plena a essas profissionais do cen\u00e1rio rural. Organizada pela\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Confedera%C3%A7%C3%A3o_Nacional_dos_Trabalhadores_na_Agricultura\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura<\/a>\u00a0(Contag), ocorre no dia 12 de agosto (ou em datas pr\u00f3ximas) para lembrar a morte de Margarida.<\/p>\n<p>Pautas com reivindica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas das mulheres e quest\u00f5es de interesse geral da categoria de trabalhadoras rurais fazem parte do cen\u00e1rio da manifesta\u00e7\u00e3o. A mobiliza\u00e7\u00e3o, com den\u00fancias e press\u00e3o, mas, tamb\u00e9m, di\u00e1logo e negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Governo_federal_do_Brasil\">governo federal<\/a>, tem ganhado grande reconhecimento como a maior e mais efetiva a\u00e7\u00e3o das mulheres da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Neste ano de 2023 a VII marcha das margaridas reuniu mais de Cem mil mulheres do Brasil inteiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Reparos hist\u00f3ricos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a certid\u00e3o de casamento encaminhado a nos por Jos\u00e9\u00a0 Arimat\u00e9ia\u00a0 Alves, dois erros hist\u00f3ricos dever\u00e3o ser corrigidos.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 quanto a data correta do nascimento de Margarida Alves em 3\/3\/1932 e n\u00e3o, como consta na maioria esmagadora dos sites de pesquisa que dizem ser\u00a0 5\/8\/1933.<\/p>\n<p>O segundo erro \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao nome de sua m\u00e3e que \u00e9 In\u00e1cia Alexandrina de concei\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como costa nas pesquisa de internet que dizem ser Alexandrina In\u00e1cia da concei\u00e7\u00e3o\u00a0e a titulo de curiosidade, apesar de seu pai\u00a0 ter o sobrenome Alves, o sobrenome de batismo era Concei\u00e7\u00e3o somente ap\u00f3s o casamento passou a assinar Margarida Maria Alves.<\/p>\n<p>Agradecemos a colabora\u00e7\u00e3o especial de Jose Arimat\u00e9ia na elabora\u00e7\u00e3o dessa pesquisa<\/p>\n<p>\u201cJos\u00e9 de Arimateia \u00e9 filho \u00fanico de Margarida e tinha 8 anos quando a m\u00e3e foi morta \u00a0Ele chegou a v\u00ea-la ensanguentada, ap\u00f3s o disparo. Estava brincando na rua da nossa casa, quando ouvi o estampido do tiro. Corri para casa, quando me deparei com o seu corpo totalmente ensanguentado\u201d<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o per\u00edodo no Rio de Janeiro, onde viveu por alguns anos, ele retornou \u00e0 Para\u00edba. Atualmente, vive em Jo\u00e3o Pessoa com a esposa e quatro filhos. Saud\u00e1vel e sem v\u00edcios, Jos\u00e9 busca levar adiante o legado da m\u00e3e.<\/p>\n<p>Depois dos cr\u00e9ditos : abaixo reproduzimos a certid\u00e3o de casamento de Margarida Maria Alves para consulta de curiosos, pesquisadores e historiadores essa grande l\u00edder sindicalista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7016 aligncenter\" src=\"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Sem-T\u00edtulo-11-300x286.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"286\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*pesquisa: Jose Lucas (Folha do Piraju\u00e7ara)<\/p>\n<p>*fonte:\u00a0https:\/\/pt.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em 5 de mar\u00e7o de 1932, filha de camponeses e descendente de ind\u00edgenas (por parte do pai Manuel Louren\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":7017,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-7015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7015"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7053,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7015\/revisions\/7053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}