{"id":7054,"date":"2023-09-01T14:59:11","date_gmt":"2023-09-01T17:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=7054"},"modified":"2023-09-01T14:59:11","modified_gmt":"2023-09-01T17:59:11","slug":"monteiro-lopes-primeiro-deputado-federal-negro-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/09\/01\/monteiro-lopes-primeiro-deputado-federal-negro-do-brasil\/","title":{"rendered":"Monteiro Lopes \u2013 Primeiro Deputado Federal Negro do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Manoel da Motta Monteiro Lopes foi jurista e o primeiro deputado federal preto e com discurso racial afirmativo do Brasil. Nasceu em Recife (PE) no dia a 11 de janeiro de 1867, filho de Jeronymo da Motta Monteiro Lopes\u00a0 e de Maria Egiphic\u00edaca de Paula Lopes. Precocemente aproveitou as oportunidades de &#8220;estudo&#8221;. Fez sua forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no Gin\u00e1sio Pernambucano, de onde saiu em 1883.<\/p>\n<p>Conforme consta na Lista geral dos estudantes matriculados na Faculdade de Direito do Recife, ingressou no 1 ano do curso de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife &#8211; em 1885, per\u00edodo no qual revelou sua &#8220;t\u00eampera de lutador&#8221; e se tornou um &#8220;ac\u00e9rrimo abolicionista&#8221;.\u00a0 E de acordo com a carta de bacharel, onde consta que tomou o grau de Bacharel em Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Sociais, em 29 de novembro de 1889. Na imagem abaixo mostra a carta de Registro de Bacharel de Manoel da Motta Monteiro Lopes &#8211; Arquivo da Faculdade de Direito do Recife.<\/p>\n<p>Exerceu a advocacia at\u00e9 1892, quando foi convidado para o cargo de chefe de pol\u00edcia do Amazonas. Por divergir da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do estado, n\u00e3o chegou contudo a assumir o posto. Ainda em 1892, foi nomeado promotor p\u00fablico em Manaus, ocupando mais tarde o cargo de juiz de direito na mesma cidade. Deixou o Amazonas em 1894 para se estabelecer no Rio de Janeiro, ent\u00e3o Distrito Federal, a fim de se dedicar \u00e0 advocacia.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Rio de Janeiro, Monteiro Lopes enfrentou uma avalanche de protestos pela sua cor, a sociedade branca n\u00e3o aceitava um homem negro entre os seus representantes. Mas contou com a luta do povo, para que assumisse o cargo. Ent\u00e3o na tarde de 1\u00ba de maio de 1909, Monteiro Lopes foi finalmente proclamado e reconhecido deputado federal pelo Distrito Federal. J\u00e1 no dia 13 de maio de 1909, comemorava-se o anivers\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o e se festejava a entrada na C\u00e2mara dos Deputados do primeiro pol\u00edtico que assumia, em p\u00fablico, ser orgulhosamente \u201cnegro\u201d: Manoel da Motta Monteiro Lopes.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do direito e da pol\u00edtica, Monteiro Lopes teria se dedicado \u00e0 literatura e ao jornalismo, escrevendo entre outras obras: Dama de sangue, O crime de Vanderbilt, poesias e artigos publicados em jornais de Recife, Bel\u00e9m, Manaus e Rio.<\/p>\n<p>O primeiro deputado federal negro faleceu \u00e0s 12h40 do dia 13 de dezembro de 1910 na cidade do Rio de Janeiro, aos 43 anos, sem completar o mandato, em consequ\u00eancia de uma grave uremia.\u00a0 De acordo com o jornal O s\u00e9culo &#8211; quinta-feira de 15 de dezembro de 1910, diz que foi sepultado no Cemit\u00e9rio de S\u00e3o Francisco Xavier no Rio de Janeiro.\u00a0 O finado deixou vi\u00fava, Zulmira Monteiro Lopes, e um filho, Aristides Lopes \u2013 conforme est\u00e1 escrito no decreto n\u00ba 2.567, de 17 de janeiro de 1912 concedeu as pens\u00f5es anuais para os dois.<\/p>\n<p>Pesquisa : Jose Lucas (Folha do Piraju\u00e7ara)<\/p>\n<p>Link :\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.ufpe.br\">https:\/\/www.ufpe.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manoel da Motta Monteiro Lopes foi jurista e o primeiro deputado federal preto e com discurso racial afirmativo do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":7055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-7054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7054"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7056,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7054\/revisions\/7056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}