{"id":7239,"date":"2023-09-26T23:43:40","date_gmt":"2023-09-27T02:43:40","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadopirajucara.com.br\/?p=7239"},"modified":"2023-09-26T23:45:03","modified_gmt":"2023-09-27T02:45:03","slug":"sociedade-floresta-aurora-referencia-a-comunidade-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/2023\/09\/26\/sociedade-floresta-aurora-referencia-a-comunidade-negra\/","title":{"rendered":"Sociedade Floresta Aurora refer\u00eancia \u00e0 comunidade negra"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cMais antiga do que a liberdade\u201d \u00e9 a frase de slogan da Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora, o clube negro mais velho do Brasil. Sediado no bairro Bel\u00e9m Velho, em Porto Alegre. O clube marcou a hist\u00f3ria do Brasil: uniu idealizadores do Dia da Consci\u00eancia Negra, que eram colegas da turma de teatro.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o, ligada \u00e0s lutas abolicionistas, nasceu porque os criadores buscavam aux\u00edlio m\u00fatuo e enterro digno de escravizados, at\u00e9 ent\u00e3o jogados em valas rasas. O local se tornou reduto do povo negro \u2013 foi l\u00e1 que amizades e fam\u00edlias surgiram.<\/p>\n<p>Em 31 de dezembro de 1872, a Sociedade Beneficente e Cultural Floresta Aurora foi fundada por negros alforriados, que encontraram a necessidade de obter recursos para, principalmente, oferecer um destino decente aos escravizados mortos. \u00c0 \u00e9poca, essas pessoas eram enterradas em sepulturas rasas que, passados os dias, ficavam descobertas pelo vento ou molhadas pela chuva; logo os corpos apareciam e eram devorados por animais. O objetivo era, tamb\u00e9m, dar assist\u00eancia a filhos e vi\u00favas desamparados desses escravizados. Assim como os demais clubes sociais negros espalhados pelo Brasil, a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje conhecida na hist\u00f3ria do movimento negro por espa\u00e7os de m\u00fatua assist\u00eancia, acolhimento, sociabilidade e luta.<\/p>\n<p>A primeira sede da agremia\u00e7\u00e3o se localizava entre as ruas Aurora \u2013 atual Crist\u00f3v\u00e3o Colombo \u2013 e Barros Cassal, ainda antes da Lei \u00c1urea, que, em 1888, encerrou oficialmente a escravid\u00e3o. No momento da funda\u00e7\u00e3o, havia ainda certa propor\u00e7\u00e3o de pessoas negras escravizadas; o clube tinha na sua origem, portanto, a perspectiva de velar pela luta abolicionista e se posicionar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade negra, atesta Jos\u00e9 Rivair Macedo, professor do Departamento de Hist\u00f3ria da UFRGS e um dos mediadores do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/deds\/floresta\/\">evento realizado em setembro na UFRGS que celebrou os 150 anos do clube.<\/a><\/p>\n<p>No per\u00edodo p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o, o Floresta Aurora tornou-se um canal e refer\u00eancia para que as pessoas \u201cde cor\u201d, como eram nomeadas \u00e0 \u00e9poca, pudessem realizar suas reuni\u00f5es, feitas \u00e0s escondidas. Apesar de, na virada do s\u00e9culo XIX para o XX, j\u00e1 haver men\u00e7\u00f5es ao clube no jornal porto-alegrense O Exemplo \u2013 bem conhecido como imprensa negra da \u00e9poca e que contava com florestinos entre seus quadros \u2013, o primeiro registro oficial do clube data de 1917, em que se apresenta o Floresta Aurora como uma sociedade beneficente e de recrea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde a sua funda\u00e7\u00e3o, o clube teve, ao todo, seis sedes situadas em pontos da capital ga\u00facha. A segunda sede foi na rua Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio. Ap\u00f3s, na rua Lima e Silva, que foi muito frequentada e l\u00e1 ficou por anos. A sede com per\u00edodo mais curto foi no bairro H\u00edpica. Por raz\u00f5es pol\u00edticas, houve a necessidade de mudan\u00e7a para a rua Curupaiti, no bairro Cristal \u2013 segundo relatos, no \u00e1pice dos grupos jovens e das famosas festas. Atualmente, a associa\u00e7\u00e3o se encontra na estrada Afonso Louren\u00e7o Mariante, no bairro Bel\u00e9m Velho. Com 200 metros de mata nativa, o clube conta com piscina, cancha de esportes, sal\u00e3o e \u00e1rea administrativa.<\/p>\n<p>Os primeiros endere\u00e7os eram em bairros hoje nobres da cidade e, com o tempo, o clube foi se deslocando para locais mais afastados. Al\u00e9m das reclama\u00e7\u00f5es da vizinhan\u00e7a em fun\u00e7\u00e3o de barulho e do movimento, o fator especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria tamb\u00e9m desempenhou um papel importante nessas mudan\u00e7as. Para Jos\u00e9 Rivair, no entanto, outras explica\u00e7\u00f5es est\u00e3o no racismo sist\u00eamico, na gentrifica\u00e7\u00e3o e na segrega\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um processo, assim como acontece com outros espa\u00e7os negros de Porto Alegre, de exclus\u00e3o, mas que jamais conseguiu esvaziar o clube e impedir que se mantivesse na posi\u00e7\u00e3o de destaque e orgulho que ele tem\u201d, complementa.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align: center;\">Trajet\u00f3rias de afetos<\/h5>\n<p>Para os florestinos, os v\u00ednculos criados no clube tecem fortes e permanentes afetos. \u00c9 o que conta Maria Eunice da Silva, advogada que ingressou no Floresta Aurora em 1977 a convite do seu amigo e ex-presidente do clube Ant\u00f4nio Carlos C\u00f4rtes. Por muitos anos, foi conselheira na agremia\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m passou pela diretoria. Em 2010, tornou-se a primeira e, at\u00e9 ent\u00e3o, \u00fanica presidenta mulher do clube.<\/p>\n<p>Ela assumiu a lideran\u00e7a em um per\u00edodo dif\u00edcil para a sociedade em que quest\u00f5es judiciais amea\u00e7avam a perda da sede. \u201cMe senti respons\u00e1vel. \u2018E se eu perder essa sede?\u2019, eu pensava. Mas foi justamente nessa gest\u00e3o que adquiri essa sede lind\u00edssima, foi a gl\u00f3ria\u201d, diz, referindo-se ao atual endere\u00e7o no bairro Bel\u00e9m Velho.<\/p>\n<p>Agora conselheira deliberativa do clube, ela sempre traz \u00e0 mem\u00f3ria o que ouvia de um dos presidentes do clube: que os negros que fundaram a sociedade em 1872 n\u00e3o podiam se reunir e, mesmo assim, fizeram a sociedade; e que, agora, apesar de todas as dificuldades impostas, existe a liberdade que l\u00e1 n\u00e3o havia. \u201cEle dizia: \u2018n\u00f3s temos uma obriga\u00e7\u00e3o com os ancestrais\u2019. N\u00f3s temos compromisso com eles de seguir adiante, \u00e9 uma heran\u00e7a que eles deixaram.\u201d<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Rocha Silveira, presidente de honra da agremia\u00e7\u00e3o e um dos membros mais antigos, afirma que sua rela\u00e7\u00e3o com o clube \u00e9 de paix\u00e3o. Vindo da Associa\u00e7\u00e3o Sat\u00e9lite Prontid\u00e3o, foi convidado ao Floresta Aurora no in\u00edcio dos anos 60. Foi l\u00e1 que conheceu sua esposa, Valmira Teixeira Silveira, em 1967. \u201cN\u00f3s t\u00ednhamos amigas em comum, e uma delas era o cupido, a Sara, que se dava muito comigo e com ela e come\u00e7ou a fazer o interc\u00e2mbio\u201d, lembra. Eles participavam dos encontros e bailes juntos e se casaram em 1975. Tiveram quatro filhos e hoje se aproximam dos 50 anos de casados.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align: center;\">Marco social e cultural<\/h5>\n<p>Refer\u00eancia para a comunidade negra, o clube recebeu muitas pessoas importantes ao longo dos anos, como o ex-governador Alceu Collares, e tamb\u00e9m homenageava personalidades, como\u00a0Jo\u00e3o C\u00e2ndido, l\u00edder da Revolta da Chibata. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando escrevia sua tese, em 1961, teve o clube como ponto de visita para a sua pesquisa.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, tanto o Floresta Aurora quanto as demais entidades passaram a ter um papel para al\u00e9m de abrigar a comunidade negra, se reconstituindo para cumprir os interesses dos s\u00f3cios. Entre 1963 e 1964, a juventude tinha o h\u00e1bito de se reunir na Esquina Democr\u00e1tica, no centro da Capital. \u201cNos reunimos l\u00e1, mas o Floresta Aurora estava sempre aberto para continuarmos nossas conversas, para marcar festas, fazer alguma coisa em prol da nossa juventude\u201d, lembra Jaime Alves N\u00fancia, antigo associado do clube.<\/p>\n<p>Uma das principais atividades dos membros da sociedade era o grupo Teatro Novo, com elenco composto apenas por pessoas negras e que mantinha parcerias com outras sociedades negras. As pe\u00e7as sempre se voltavam para as quest\u00f5es da negritude \u2013 uma das mais emblem\u00e1ticas foi Orfeu da Concei\u00e7\u00e3o, de Vin\u00edcius de Morais, encenada no Theatro S\u00e3o Pedro. Havia apresenta\u00e7\u00f5es na chamada \u201cSemana do Negro\u201d, em refer\u00eancia ao 13 de maio, al\u00e9m de exibi\u00e7\u00f5es de escolas de samba e encena\u00e7\u00f5es de pequenas pe\u00e7as. De segunda a segunda, o anexo do Theatro era ocupado para os ensaios \u2013 at\u00e9 mesmo ultrapassando o tempo imposto. \u201cA pessoa respons\u00e1vel por fechar o espa\u00e7o sempre tinha de nos \u2018correr\u2019 para liberar o espa\u00e7o\u201d, recorda Jaime, que participou ativamente do grupo.<\/p>\n<p>Jaime lembra de escutar um jornalista perguntar, na \u00faltima sexta-feira de apresenta\u00e7\u00e3o no Theatro, onde estavam todos esses negros que n\u00e3o se viam em Porto Alegre. \u201cN\u00e3o sabiam que havia esses negros com tanta capacidade teatral para apresentarem uma pe\u00e7a t\u00e3o bonita. Diziam que queriam mais\u201d, recorda. As apresenta\u00e7\u00f5es dos grupos apareciam em reportagens do jornal Folha da Manh\u00e3 e Folha da Tarde. O grupo de teatro durou at\u00e9 o ano de 1972, mas muitas rela\u00e7\u00f5es permanecem at\u00e9 hoje. \u201cJ\u00e1 s\u00e3o 60 anos de amizade\u201d, rememora.<\/p>\n<p>Alguns componentes do teatro tamb\u00e9m encabe\u00e7aram o Grupo Palmares, que protagonizou a constru\u00e7\u00e3o da Semana da Consci\u00eancia Negra. Desencadeada a revolta com a data de 13 de maio, o movimento integrado por pessoas com forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica foi lan\u00e7ado no Clube N\u00e1utico Marc\u00edlio Dias, outro clube social negro da capital, em um momento de grande mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nomes importantes do movimento negro ga\u00facho eram da comunidade florestina. Um exemplo \u00e9 Oliveira Silveira, um dos destaques do movimento, e Ant\u00f4nio Carlos C\u00f4rtes, que chegou a ser presidente da associa\u00e7\u00e3o. \u201cPode-se perceber como a hist\u00f3ria da Sociedade Floresta Aurora acompanha a hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o do movimento negro no Brasil e ocupa uma posi\u00e7\u00e3o de protagonismo nessa hist\u00f3ria de lutas\u201d, analisa Jos\u00e9 Rivair.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align: center;\">Bailes e sambas<\/h5>\n<p>Os bailes recebiam grande investimento na sociedade. As reuni\u00f5es dan\u00e7antes embalavam as noites no ambiente pujante, frequentado assiduamente at\u00e9 mesmo durante a semana. O grupo Magia Negra era a principal atra\u00e7\u00e3o das discotecas na sede da rua Curupaiti, nos anos 70, com predomin\u00e2ncia do g\u00eanero Black Music. Os dias de festa enchiam a casa, a copa funcionava a todo o vapor, a equipe de trabalho era refor\u00e7ada e os convites, disputados.<\/p>\n<p>Os bailes de debutantes tamb\u00e9m eram frequentes. Era motivo de integra\u00e7\u00e3o \u00e0s outras sociedades negras, cujos representantes eram convidados. Na sede, as meninas realizavam cursos de desfile e etiqueta para a ocasi\u00e3o. At\u00e9 a imprensa aparecia para registrar a c\u00e9lebre atividade. \u201cMinha filha mais velha, Fl\u00e1via, debutou na sociedade\u201d, lembra Jos\u00e9 Fl\u00e1vio, orgulhoso que a levou para o baile. O traje, no dia, era de gala. \u201cTenho at\u00e9 hoje meu smoking\u201d, recorda.<\/p>\n<p>A famosa \u201cfesta dos bixos\u201d tamb\u00e9m era organizada pela juventude, que comemorava a chegada dos calouros na faculdade. Havia uma passeata na rua, que seguia \u00e0 sociedade e, no fim, era promovida uma festa.<\/p>\n<p>A Sociedade Floresta Aurora carrega, tamb\u00e9m, um cap\u00edtulo importante na hist\u00f3ria do Carnaval de Porto Alegre. Em 1967, o clube participou da funda\u00e7\u00e3o do famoso bloco \u201cOs Intoc\u00e1veis\u201d, do qual Jos\u00e9 Fl\u00e1vio foi um dos fundadores e cuja ala desfilava da avenida Jo\u00e3o Pessoa at\u00e9 a Loureiro da Silva. Muitas figuras ligadas ao Carnaval no Rio Grande do Sul eram vinculadas ao Floresta Aurora, como o compositor Wilson Ney.<\/p>\n<p>Maria Eunice foi porta-estandarte nos carnavais entre 1980 e 1982, um dos \u00faltimos anos de intensa atividade do bloco. Ele ainda hoje perdura com uma participa\u00e7\u00e3o efetiva no desfile do Carnaval organizado em Atl\u00e2ntida Sul, no munic\u00edpio de Os\u00f3rio. \u201cHouve um recesso por causa da pandemia, mas j\u00e1 estamos nos preparando para, no pr\u00f3ximo ano, participar da festa, que \u00e9 at\u00e9 hoje muito familiar\u201d, diz Jos\u00e9 Fl\u00e1vio.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\" style=\"text-align: center;\">Passado, presente e futuro<\/h5>\n<p>Ap\u00f3s tantos anos de hist\u00f3ria, o clube ainda enfrenta grandes desafios. Um deles \u00e9 preservar o seu futuro, atraindo novos s\u00f3cios, principalmente jovens. \u201cOs nossos s\u00f3cios hoje s\u00e3o de mais idade; h\u00e1 pouco movimento da juventude\u201d, diz Jos\u00e9 Fl\u00e1vio. Outra dificuldade \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio: os integrantes chegaram a submeter um projeto de organiza\u00e7\u00e3o, cataloga\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do acervo \u00e0 Secretaria da Cultura do Estado, mas ficaram na supl\u00eancia por falta de recursos. \u201cComo s\u00f3cia, me sinto no dever de colaborar com sua preserva\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Nereidy Alves, advogada, produtora cultural e uma das organizadoras do projeto.<\/p>\n<p>Durante a pandemia de covid-19, a Sociedade Floresta Aurora manteve suas portas fechadas. Al\u00e9m da perda de membros, o quadro de s\u00f3cios reduziu. \u201cChegou um momento em que t\u00ednhamos s\u00f3 150 s\u00f3cios, mas pagavam religiosamente, m\u00eas a m\u00eas\u201d, diz Gilmar Afrausino, atual presidente da sociedade.<\/p>\n<p>Apesar de tudo isso, 2022 foi um ano movimentado para a institui\u00e7\u00e3o. Juntamente com a volta ao presencial, a agenda foi carregada de eventos para os festejos dos 150 anos de cria\u00e7\u00e3o da entidade. Um dos mais importantes ocorreu na UFRGS: o semin\u00e1rio internacional \u201cClubes Sociais Negros: viv\u00eancias, mem\u00f3rias, hist\u00f3ria e patrim\u00f4nio\u201d. Ocorrido entre os dias 27 e 29 de setembro no Sal\u00e3o de Atos, e no dia 30 na Sociedade, reuniu pesquisadores, militantes do movimento clubista e frequentadores da agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Rivair fez parte da comiss\u00e3o cultural do sesquicenten\u00e1rio e coordenou o semin\u00e1rio desenvolvido pelo Departamento de Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Social (DEDS) da Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o com apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). \u201c\u00c9 inevit\u00e1vel que um acontecimento t\u00e3o grande e de tanta import\u00e2ncia quanto o sesquicenten\u00e1rio do Floresta Aurora nos diga respeito\u201d, diz o professor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMais antiga do que a liberdade\u201d \u00e9 a frase de slogan da Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora, o clube negro<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":7240,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1,54,4],"tags":[],"class_list":["post-7239","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-historias-afro-brasileiras","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7239"}],"collection":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7239"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7239\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7243,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7239\/revisions\/7243"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7240"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/folhadopirajucara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}